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    O que pode e o que não pode na gravidez...

    A gestante...


    PODE?


    Pode pintar o cabelo? E fazer luzes?

    Sim, a partir da 12ª semana. Mas é melhor dar preferência a tinturas sem amônia. Já luzes, só com água oxigenada


    Pintar o cabelo: a partir da 12ª semana


    Grávidas podem pintar o cabelo, mas só a partir da 12ª semana.

    As tinturas para cabelo e os tonalizantes são compostos por substâncias que podem ser absorvidas pelo organismo e provocar malformações no feto. “A partir da 12ª semana de gravidez as chances de malformação diminuem”, explica Roberto Eduardo Bittar, professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.


    Mas, segundo o especialista, o ideal é optar pelas hennas durante toda a gestação, já que o produto não contém iodo, nem amônia na composição. “Na aplicação de outro produto, evite o contato com a raiz do cabelo, protegendo o couro cabeludo”, alerta. Cláudia Garcia Magalhães, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) recomenda ainda que a gestante não prepare nem aplique a tintura em si mesma.

    Já as luzes só estão liberadas se forem feitas com a técnica da touca e com água oxigenada. “Se for adicionado outro composto para melhorar a cor, o perigo será semelhante ao das tinturas”, alerta a dermatologista Aparecida Machado de Moraes, chefe da Dermatologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.




    Pode tomar café?

    Em quantidade limitada – e os refrigerantes entram na conta



    Refrigerantes, chá preto e chocolate entram na conta da quantidade diária de cafeína


    Grávidas podem ingerir cafeína, limitando-se entre 4 e 6 xícaras por dia.

    De acordo com a nutricionista da Universidade Federal de Pelotas, Carla Alberici Pastore, existem estudos que comprovam que o consumo de cafeína moderado não traz riscos ao bebê.

    É bom lembrar que refrigerantes, chá preto e chocolates também contêm cafeína e devem entrar nessa conta diária. “A cafeína em quantidades elevadas – acima de 300mg ao dia – pode ser causa de abortamento, restrição de crescimento fetal e prematuridade”, explica o ginecologista e obstetra Roberto Eduardo Bittar, da Faculdade de Medicina da USP.

    A nutricionista Rita Goulart, consultora técnica do Conselho Regional de Nutricionista em São Paulo e professora da Universidade São Judas Tadeu (SP), orienta as gestantes a abolirem o cafezinho após as principais refeições (almoço e jantar). “O café possui substâncias conhecidas como ‘antinutricionais’, que podem interferir de forma negativa na absorção de nutrientes importantes para a gestante”, explica. Isso sem contar que em um período em que enjoos e azia são comuns o café pode piorar o mal estar gástrico.



    Pode fazer sexo anal durante a gravidez?

    É preciso tomar os mesmos cuidados para a prática quando não se está grávida



    Sexo anal: mesmos cuidados de quando não se está grávida


    Grávidas podem fazer sexo anal. O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP), explica que durante a gravidez os cuidados com o sexo anal são aos mesmos prescritos para qualquer mulher. “Não se deve praticar penetração vaginal depois da anal. Caso isso aconteça, o parceiro deve usar um preservativo na penetração anal, que deverá ser descartado antes da penetração vaginal, ou fazer a limpeza do pênis com água e sabonete entre a penetração anal e a vaginal. Também, da mesma forma que fora da gravidez, o coito anal necessita do uso de lubrificante para não provocar trauma na mulher”, afirma.

    Denise Coimbra, ginecologista e obstetra do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, afirma que a rotina sexual do casal não deve mudar por causa da gestação. “Há mudanças sexuais apoiadas em período de risco para o bebê, mas se o casal já pratica relação anal, não há problema pelo período gestacional”, afirma.



    Pode trabalhar até o último dia da gravidez?

    Quando a grávida se sente bem e não executa tarefas de risco, é possível




    Trabalhar até o último dia permite que a licença seja toda com o bebê


    Grávidas podem trabalhar até o dia final da gestação, desde que sintam-se bem e sejam autorizadas pelo médico. Assim, a licença-maternidade fica reservada exclusivamente para o período de aleitamento. “É preciso particularizar cada situação, pois as profissões são muito diferentes em relação ao estresse físico e emocional que provocam e ao tipo de exposição a riscos”, explica Cláudia Garcia Magalhães, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), que lembra ainda que é um direito da mulher pedir afastamento a partir da 32ª semana de gestação.

    “Se durante o pré-natal for detectado algum problema como hipertensão ou diabetes, a gestante deve parar de trabalhar para cuidar com mais rigor da gravidez”, orienta a professora de educação física da Universidade de Pernambuco Denise Vancea.

    Já o ginecologista Odair Albano dá uma dica importante para as gestantes que pretendem trabalhar durante toda gravidez: “sempre que possível alterne períodos de ficar sentada a períodos de movimento”. Ou seja, se você passa muito tempo em pé, deixe uma cadeira sempre à mão para descansar. Mas, se você passa muito tempo sentada, tire uns minutinhos para dar um volta e tomar um ar fresco.



    Pode ter relações sexuais durante a gravidez?

    Não há problemas, mas experimentar uma queda na libido também é normal



    Relações sexuais: liberadas em gestações normais


    Grávidas podem ter relações sexuais normalmente. O sexo está liberado durante todo o período da gravidez para as mulheres com gestação normal. “A gestante só deve evitar relações sexuais caso tenha algum problema específico, mediante orientação médica”, explica Cláudia Garcia Magalhães, ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

    Algumas das complicações que podem comprometer a vida sexual durante a gravidez são: ameaça de abortamento, trabalho de parto prematuro, placenta baixa e o período final da gravidez, quando o colo do útero começa dilatar. Se houver cólicas ou sangramento, procure o obstetra pré-natalista antes de retomar as atividades sexuais.

    Mas mesmo sem passar por uma gestação de risco, não são raras as mulheres que perdem um pouco da libido durante os primeiros meses da gravidez. Segundo Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, um fato interessante é que as gestantes relatam queda no interesse sexual por ‘enjoo’ do marido, o que pode envolver também questões psicológicas por proteção ao feto.

    Por isso, se perceber diminuição no desejo, fique tranquila. Tudo deve voltar ao normal em breve. “O retorno da libido ocorre no segundo trimestre e se manterá até o fim da gravidez”, explica a especialista, que destaca ainda o papel do companheiro neste momento. “É fundamental que a grávida não se sinta rejeitada pelo marido”. Com o decorrer da gestação provavelmente também será necessário adaptar as posições, para que a barriga não atrapalhe durante a relação.


    Pode usar acetona?

    A gestante só não deve aspirar o produto diretamente



    Removedor de esmaltes: basta não aspirar o produto diretamente


    Grávidas podem usar o removedor de esmalte. Segundo todos os especialistas consultados sobre este assunto, o uso de acetona para retirar o esmalte das unhas não traz riscos à gestante e ao bebê.

    “Vale lembrar que a gestante não deve aspirar o produto. Portanto, mantenha-o longe do nariz ou use um ventilador”, recomenda o dermatologista da Sociedade Internacional de Dermatologia Cosmética, Gilvan Alves.


    Pode dormir com a barriga para baixo?

    O mais provável é que a posição comece a incomodar a partir do 4º mês. Especialistas indicam alternativas

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    Dormir de barriga pra baixo não faz mal, mas pode incomodar

    Grávidas podem dormir de barriga para baixo. Se a gestante se sentir confortável, não há contraindicações em dormir de barriga para baixo. No entanto, a partir do quarto mês de gestação, com o aumento do volume abdominal, a tendência é de que a posição se torne desconfortável.

    Todos os especialistas indicaram a lateral esquerda como a melhor posição para a gestante. “Assim ela tira o peso da barriga da veia cava e melhora a circulação sanguínea”, diz a obstetra e ginecologista Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina. Para aumentar o conforto, o ginecologista e obstetra Odair Albano recomenda que a gestante mantenha a perna esquerda esticada e a direita dobrada e use um travesseiro pequeno entre as pernas e um grande para apoiar a barriga.

    A mesma orientação é dada pela fisioterapeuta e ginecologista Tânia Scudeller, pesquisadora de fisioterapia em saúde da mulher e coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp. “O mais indicado é que a gestante durma de lado, com um travesseiro médio sob a cabeça e um pequeno entre as pernas. Dessa maneira mantém toda a coluna alinhada e previne dores musculares”, explica.



    Pode ir a shows e baladas com som alto?

    Barulho não deve atrapalhar seu sono ou o conforto do bebê



    Som alto e balada podem deixar o bebê agitado a partir do 3º trimestre da gestação


    Grávidas podem ir a shows ou baladas com som alto, com moderação. Não é porque você está grávida que precisa ficar enfurnada dentro de casa e recusar a todos os convites para uma festa animada. No entanto, a futura mamãe deve sempre se preocupar com o próprio bem estar e o do bebê.

    A ginecologista e obstetra Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, recomenda mais cautela a partir do terceiro trimestre de gestação. “A audição e a visão fetal já estarão desenvolvidas desde o 7º mês. Em baladas, com som muito alto e muitas luzes, o bebê ficará confuso e poderá ficar mais agitado”, explica. Se não houver alternativa, Denise Coimbra recomenda que tanto o pai quanto a mãe acariciem e confortem o bebê durante a festa com passadas de mão suaves na barriga – o tato também já estará desenvolvido neste período – e conversas próximas ao ventre.

    O obstetra e ginecologista Odair Albano também dá outras recomendações: “Esteja bem alimentada e hidratada, [Conteúdo visível apenas a membros clique aqui para se registar] e procure ambientes arejados, com temperatura agradável”.



    Pode tomar banho de banheira?

    Basta tomar cuidado com a temperatura da água



    Água muito quente deve ser evitada


    Grávidas podem tomar banho de banheira, mas é preciso cuidado com a temperatura da água. Os especialistas não recomendam banho de imersão com água muito quente, principalmente nos primeiros meses da gestação. “O aquecimento da água pode provocar contratilidade uterina e aumentar o risco de abortamento”, explica Denise Coimbra, obstetra e ginecologista do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina.

    Por isso, durante este período evite banheiras quentes e saunas. “Depois disso, estes banhos relaxantes só trazem benefícios e devem ser estimulados”, afirma Cláudia Garcia Magalhães, ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp). O banho de imersão com água morna também é benéfico durante o trabalho de parto, pois ajuda a reduzir as dores.



    Pode manter animais domésticos que já tenho em casa?

    O ideal é ter alguém para limpar a caixinha do animal



    Cuidado deve ser maior com gatos


    Grávidas podem ter cães e gatos, mas com cuidados redobrados. Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, explica que o parasita responsável pela infecção por toxoplasmose pode ser transmitido pelo contato com as fezes de gatos, mas isso não significa que o animal deve ser isolado. “Para evitar a infecção, basta não mexer ou limpar as fezes dos gatos”, orienta.

    Segundo ela outros animais domésticos, como os cães, não transmitem o parasita. A ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), dá a mesma recomendação. “Caso tenha gato em casa, a tarefa de limpar as fezes deve ser delegada a outra pessoa”, explica. Se não dá para delegar, o ginecologista Odair Albano indica às gestantes o uso de luvas descartáveis para manipular urina, fezes e secreções do animal.

    Ainda com todos os cuidados, manter os pets é uma opção da gestante. Alguns profissionais contra-indicam a convivência com os bichos. O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, orienta as mulheres que nunca tiveram a doença – e, portanto, tem nenhum ou poucos anticorpos contra a toxoplasmose – a não manipular gatos ou qualquer outro animal que possa ser veículo de transmissão do parasita, como pombos e galinhas.



    Pode tomar anestesia de dentista?

    Cuidado com os dentes pode até prevenir parto prematuro



    Anestesia do dentista não faz mal à gestante


    Grávidas podem tomar anestesia de dentista. A ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), afirma que a gestante pode e deve cuidar dos dentes. “Esse cuidado pode prevenir, inclusive, o parto prematuro”, diz ela. Segundo o ginecologista Odair Albano, administrador de saúde pública, o atendimento odontológico pode ser feito com anestesia. “Mas a gestante precisa informar ao dentista sobre a gravidez, caso ela ainda não seja aparente”, alerta.

    O perigo, segundo o ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, não está na anestesia, mas em uma substância que é usada pelos cirurgiões-dentistas junto com a anestesia somente nos casos em que é necessário reduzir o sangramento para facilitar o procedimento. “Essa substância é vasoconstritora e pode elevar a pressão arterial. Paciente com os níveis de pressão já comprometidos não devem se expor a este tipo de produto”, explica.

    O ginecologista destaca ainda que o ideal é que haja a possibilidade da paciente se posicionar lateralmente durante qualquer procedimento, o que pode reduzir o desconforto.


    Pode lavar o banheiro com cândida?

    Basta observar as recomendações gerais do produto – que valem também para quem não está grávida



    Não há contradições para o produto de limpeza


    Grávidas podem usar cândida na limpeza da casa. Não há contraindicações para o uso do produto (hipoclorito de sódio) para a limpeza doméstica. “Exceto, talvez, pelo mau cheiro, que durante a gestação poderá ser especialmente incômodo”, afirma o ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP).

    A mesma recomendação vale para outros produtos de limpeza. “Em geral, produtos de limpeza não interferem na gestação. As profissionais de limpeza podem ficar tranquilas”, diz a ginecologista e obstetra Denise Coimbra. Odair Albano, ginecologista e obstetra, afirma que as gestantes devem observar os mesmos cuidados das não grávidas para a manipulação dos produtos de limpeza.


    Pode andar de avião?

    A cabine pressurizada não oferece problemas, mas viagens prolongadas exigem um arsenal com meias elásticas e pausas para movimento



    Viagens de avião estão liberadas até o 8º mês


    Grávidas podem viajar de avião normalmente até o 8º mês. As empresas de aviação só impedem o embarque de grávidas depois da 34ª semana porque é só a partir deste período que aumenta o risco da gestante entrar em trabalho de parto em pleno voo. Mas, pelo mesmo motivo, a ginecologista e obstetra Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, desaconselha viagens aéreas já a partir do 7º mês.

    “Grávidas em situações especiais poderão embarcar, desde que apresentem atestado médico”, lembra o ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP). Ele explica que os voos em cabines pressurizadas não costumam trazer malefícios para a gestante, mas recomenda que em viagens muito prolongadas as futuras mamães façam o uso de meias elásticas e procurem se movimentar para evitar o risco de tromboembolismo.

    Vale lembrar que alguns destinos, como países da África e Ásia, exigem vacinas que não são recomendadas durante a gestação.



    Pode dirigir?

    Até o oitavo mês. Depois disso, os riscos em caso de colisão aumentam

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    Dirigir: melhor evitar após oitavo mês



    Grávidas podem dirigir, mas é melhor evitar a atividade depois do 8º mês. Não há contraindicações para que a gestante saudável dirija. No entanto, guiar pode se tornar desconfortável por causa dos enjoos e da dificuldade de encontrar uma posição adequada. “Durante a gravidez o peso, o cansaço e a barriga aumentam e podem interferir nos reflexos. Porém, isso não chega a ser motivo de contraindicação para a direção em gestação saudável”, afirma Tânia Scudeller, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

    Leia mais:

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    A ginecologista e obstetra Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, lembra que não é aconselhável dirigir após o 8º mês de gestação. “No final da gravidez, o risco de sofrer algum trauma sobre o abdome aumenta, já que a direção está sobre a barriga e, em caso de colisão, pode provocar descolamento de placenta”, diz. Outra orientação da especialista é, em viagens longas, aumentar intervalos de paradas para melhorar a circulação sanguínea.



    Pode tomar banho de mar?

    Águas tranquilas não oferecem perigo, mas é melhor evitar mergulhos

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    Banho de mar exige cuidado


    Grávidas podem tomar banho de mar, mas com muito cuidado. O banho de mar ajuda a relaxar e promove bem estar físico e psíquico às gestantes, portanto, a praia está liberada. Mas nada de exagerar. “O mergulho deve ser evitado, assim como furar ondas, devido ao impacto sobre o ventre”, explica a ginecologista e obstetra Denise Coimbra, do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina. A mesma recomendação é dada pelo ginecologista Odair Albano. “No final da gestação evite bater de frente nas ondas”, indica.


    O esforço deve ser moderado e durar entre 20 e 40 minutos, com intervalos de descanso. A gestante também deve evitar permanecer com roupas úmidas por muito tempo, para evitar a candidíase, bastante comum na gravidez.

    E não se esqueça do protetor solar. “A mulher deve utilizar filtros e evitar exposição ao sol após as 10 e antes das 16 horas”, diz Tânia Scudeller, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp e pesquisadora de Fisioterapia em saúde da mulher. Mulheres que não seguirem a recomendação estarão mais sujeitas às manchas na pele conhecidas como cloasma ou melasma.



    Pode comer salada crua em buffet ou restaurante por quilo?

    É preciso se certificar de que o lugar é impecável na higienização dos alimentos



    Salada crua: médicos recomendam cautela


    Grávidas podem comer salada crua em buffet, mas com cautela. Se você tiver certeza absoluta de que o restaurante obedece todas as normas vigentes de higienização, não haverá problemas. “Folhas verdes e legumes crus mal higienizados podem conter parasitas perigosos, capazes de comprometer a saúde da mãe e do feto”, informa Carla Alberice Pastore, nutricionista da Universidade Federal de Pelotas (RS). “Se tiver qualquer dúvida sobre a qualidade higiênico-sanitária, melhor evitar”, reforça.

    Mas os cuidados redobrados com o manuseio dos alimentos para evitar infecções e contaminações na gestação também deve se estender para dentro de casa. Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, dá a dica: “Para evitar a infecção cozinhe bem a carne, use luvas ao mexer no jardim, lave todas as frutas e vegetais, lave bem as mãos após manusear a carne crua, frutas e vegetais”. Mas o nutrólogo José Alves de Lara lembra que, na relação custo/benefício, a ingestão é mais importante do que a privação. Legumes, frutas, verduras e hortaliças são importantes para manter uma gravidez saudável.



    Pode fazer natação?

    A natação é considerada a atividade física perfeita para as grávidas



    Natação é o exercício perfeito para gestantes


    Grávidas podem fazer natação. Se praticada dentro de uma intensidade de leve a moderada, a natação é considerada a atividade física perfeita para as futuras mamães, porque tem ainda menos impacto do que a hidroginástica – atividade também bastante indicada durante a gravidez. “Para quem já sabe nadar, a natação é a atividade mais recomendada no período de gestação devido à flutuabilidade”, afirma Denise Vancea, educadora física da Universidade de Pernambuco.

    “Em imersão, a mulher está protegida contra quedas e calor excessivo”, explica a fisioterapeuta, doutora em ginecologia e obstetrícia Tânia Scudeller, que coordena o curso de fisioterapia da Unifesp. No entanto, por ser atividade aeróbica, as especialistas indicam moderação na intensidade dos exercícios, deixando os treinos mais leves. Denise Vancea também orienta para que a temperatura da água seja mantida entre 28° e 30° C.



    Pode fazer ioga?

    A prática do equilíbrio e a respiração ajudam a mulher a se preparar até para a hora do parto



    Ioga: recomendada para gestantes


    Grávidas podem fazer ioga. “A ioga ajuda na manutenção do equilíbrio, da força muscular e da flexibilidade”, explica Tânia Scudeller, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ainda segundo a pesquisadora de fisioterapia em saúde da mulher, os exercícios de ioga ajudam a preparar o corpo feminino para as mudanças físicas da gravidez e para o momento do parto.

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    A professora de educação física Denise Vancea, da Universidade de Pernambuco, ressalta a importância da ioga e também do pilates para as futuras mamães. “Nesse período a mudança no centro de gravidade da mulher muda, o que pode desencadear problemas na coluna. Tanto a ioga quando o pilates trazem benefícios nesse sentido”.

    A prática de ioga também foi recomendada por todos os ginecologistas e obstetras questionados sobre o assunto. “As posturas adotadas na ioga, aliadas às técnicas de respiração e relaxamento, promovem o bem-estar e preparam para a descontração no momento do parto”, destaca o ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina da USP, Roberto Eduardo Bittar.

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    Re: O que pode e o que não pode na gravidez...

    NÃO PODE???

    Pode beber cerveja preta para produzir mais leite?

    Apesar da crença popular, não há evidências científicas da relação entre a ingestão da bebida e a amamentação



    Cerveja preta: produção de leite é mito


    Grávidas não podem beber cerveja preta para produzir leite. Todos os especialistas concordam que a afirmação de que beber cerveja preta aumenta a produção de leite não passa de um mito. “A produção do leite é natural. O que mantém a produção necessária é a sucção permanente do bebê”, explica o médico ginecologista e administrador em saúde pública Odair Albano.

    Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, afirma que apesar de algumas marcas apresentarem teor alcoólico inferior ao da cerveja clara, isso não é desculpa para consumir a bebida durante a gestação. A regra é a mesma para o [Conteúdo visível apenas a membros clique aqui para se registar], lembrando dos riscos para a SAF (Síndrome Alcoólica Fetal).

    Mas é indicado que a mulher que amamenta consuma bastante líquido. “Os líquidos ajudam na produção do leite, preferencialmente os líquidos nutritivos, como sucos de frutas naturais, leite e água”, afirma Rita Goulart, professora de nutrição da Universidade São Judas e consultora técnica do Conselho Regional de Nutricionista em São Paulo.

    Pode fazer peeling com ácidos?

    Vale esperar o final da gestação – muitas vezes, boa parte das manchas some com o fim da gravidez



    Peeling com ácidos: proibido


    Grávidas não podem fazer peeling com ácidos, já que as substâncias usadas neste tipo de tratamento podem ser absorvidas pela mãe e, pela corrente sanguínea, atingirem o feto provocando graves problemas. “A isotretinoína (substância usada no tratamento de acne severa) pode causar sério comprometimento no sistema nervoso e cardiovascular do feto, além de anomalias de crânio, face e orelhas”, alerta a geneticista Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP.

    A melhor maneira de evitar as manchas escuras que aparecem durante a gestação é usando filtro solar e reduzindo a exposição ao sol. “Além disso, muitas destas manchas tendem a diminuir ou até desaparecer com o término da influência dos hormônios da gravidez”, explica a dermatologista Aparecida Machado de Moraes, Chefe de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. “O mais adequado é que se trate as manchas e acnes depois da gestação. Isso trará melhores resultados, inclusive para as mães”, garante.


    Pode fazer tratamento para as varizes?

    Não. Mesmo quem já faz o tratamento deve interrompê-lo



    Antivarizes: mesmo quem já faz o tratamento deve parar


    Grávidas não devem fazer tratamentos antivarizes. As mudanças hormonais e o aumento da pressão sanguínea nas pernas – provocado pelo crescimento do útero– favorecem o aparecimento ou podem piorar o quadro de varizes durante a gravidez, mas os tratamentos para este mal devem esperar. Quem já faz tratamento para varizes superficiais também deve interrompê-lo na gestação. “O tratamento que se faz através da ‘esclerose dos vasos’ – também conhecida como ‘secagem dos vasos’ – usa medicamentos contra-indicados para esta fase”, explica o ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, professor da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP).

    Para prevenir o aparecimento de vasos e varizes durante a gestação, a recomendação é usar meias elásticas e evitar o ganho excessivo de peso. “O ideal é esperar o término na gestação para fazer os tratamentos, pois a tendência é de melhora das varizes com o fim da gravidez”, o dermatologista Gilvan Alves, membro da Sociedade Internacional de Dermatologia Cosmética. Para casos mais graves a chefe da Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Aparecida Machado de Moraes, recomenda: “Se as varizes estão trazendo sintomas como dor, inchaço nas pernas e sinais de inflamação nas veias, procure um cirurgião vascular ou angiologista. Ele indicará os tratamentos e cuidados adequados para cada caso”.



    Pode comer por dois?

    Exagero pode fazer mal para mãe e bebê



    Comer por dois: mito prejudica saúde da mãe e do bebê


    Grávidas não podem “comer por dois”. Todos os especialistas entrevistados sobre esse assunto concordam que essa história é mito e pode, na verdade, prejudicar tanto a mãe como o bebê. A nutricionista Carla Alberice Pastore, da Universidade Federal de Pelotas (RS), explica que durante a gravidez, ao contrário do que se pensa, não é necessária tanta energia a mais.

    “Nas primeiras doze semanas, não é necessário que a mãe ingira nada além do que quando não estava grávida”, garante. Segundo a especialista, a partir da 13ª semana, são necessárias apenas 300 calorias adicionais, valor que se mantém até o fim da gestação. “Isso equivale a 1 maçã média, 1 pão francês (50g) sem miolo e 1 e ½ copo de leite desnatado”, diz.

    Técnica do Conselho Regional de Nutricionistas em São Paulo, Rita Goulart destaca pesquisas que apontam que filhos de gestantes que mantêm uma alimentação adequada adquirem o hábito de consumir alimentos saudáveis. “O contrário também é verdade. Ou seja, se a gestante consumir alimentação rica em gorduras, sal e açúcar, o filho também desenvolverá uma preferência por estes alimentos”, afirma.
    Outras orientações importantes são: comer de 5 a 6 vezes por dia em pequenas quantidades e em intervalos de cerca de 4 horas, evitar alimentos hipercalóricos, excesso de gorduras e massa, dar preferência aos alimentos integrais, ingerir bastante fibra e quantidade adequada de líquidos. “O ganho de peso ideal durante a gestação deve ser de 6kg, mais 5% do peso inicial”, afirma o ginecologista e obstetra Odair Albano.



    Pode comer carne mal-passada?

    Com o risco de toxoplasmose, o melhor é esperar até o fim da gravidez



    Carne mal-passada: vetada, pelo risco de toxoplasmose


    Grávidas devem evitar carne mal-passada. O risco de contaminações, principalmente de toxoplasmose, deixa os especialistas em alerta em relação a este hábito. “Esta é uma recomendação popular comum para combater a anemia, mas não deve ser seguida. A carne mal passada pode transmitir infecções e parasitoses perigosas para a mãe e para o bebê”, afirma a nutricionista da Universidade Federal de Pelotas (RS), Carla Alberice Pastore.

    A especialista Debora Rodrigueiro, do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, reforça que o parasita que transmite a toxoplasmose pode ser encontrado em carne mal cozida, ovos crus e leite não pasteurizado. “Para o adulto, os sintomas são imperceptíveis, mas o parasita é capaz de atravessar a placenta. Se o feto for infectado, desenvolverá toxoplasmose congênita”, explica. Os bebês que adquirem a toxoplasmose congênita não apresentam alteração no nascimento, no entanto, mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira, surdez, e atraso de desenvolvimento, meses ou até anos depois.

    Para o médico ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina da USP, Roberto Eduardo Bittar, assim como para a professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), Cláudia Garcia Magalhães, o alimento deve ser evitado principalmente por mulheres que são suscetíveis a toxoplasmose, ou seja, nunca tiveram contato com o parasita. Isso você descobre por meio de um exame de sangue que deve ser feito preferencialmente antes da gestação.



    Pode usar cosméticos anti-idade?

    Eles contêm substâncias contraindicadas para a gestante



    Cosméticos anti-idade: prejudiciais para a gestante


    Grávidas não podem usar cosméticos anti-idade.
    “Estes cosméticos contêm substâncias como ácidos do grupo dos alfa-hidroxiácidos, que são contraindicados na gravidez”, explica a dermatologista da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Aparecida Machado de Moraes.

    O obstetra e ginecologista da Faculdade de Medicina da USP, Roberto Eduardo Bittar, também recomenda que os produtos que contenham derivados da Vitamina A sejam evitados.

    Sempre verifique na embalagem do produto se há restrições às gestantes e consulte o seu médico de confiança antes de usá-lo.



    Pode correr?

    Há restrições: só nos primeiros meses, e só para quem já está habituada



    Corrida: com muitas restrições


    Grávidas podem praticar corrida, mas com (muitas) restrições e apenas nos primeiros meses de gestação. Para quem já pratica a atividade, no início da gestação não há contra-indicações. Mas quem corre ao ar livre precisa redobrar a atenção para evitar quedas. “Com o evoluir da gestação, a gestante deve substituir a corrida por algo com menos impacto, como a caminhada e a hidroginástica”, afirma a ginecologista e obstetra Cláudia Garcia Magalhães, professora da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

    A coordenadora do curso de fisioterapia da Unifesp, Tânia Scudeller, explica que a corrida é um exercício muito intenso, que exige bastante do sistema cardiovascular, o que pode ser um problema já que durante a gestação esse sistema também é sobrecarregado. “A somatória dessas duas demandas – corrida e gravidez – pode diminuir o fluxo de sangue para o feto e trazer prejuízo ao seu desenvolvimento”, alerta.

    A orientação da educadora física Denise Vancea, professora da Universidade de Pernambuco, é trocar a corrida pela caminhada. “Caminhar durante a gravidez com regularidade, todos os dias, pode evitar o ganho de peso desnecessário, o que consequentemente diminui o risco do desenvolvimento de diabetes gestacional ou hipertensão”, informa a especialista.

    Nem as atletas profissionais estão isentas dos cuidados. As corredoras gestantes precisam treinar com supervisão e ser acompanhadas com maior frequência pelo obstetra.



    Pode andar de montanha-russa?

    As paradas e acelerações bruscas podem provocar um aborto

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    Andar de montanha-russa: vetado

    Grávidas não podem andar de montanha-russa. “As acelerações e desacelerações bruscas podem provocar o descolamento da placenta, além de trazer riscos para o feto”, explica Roberto Eduardo Bittar, obstetra e ginecologista da Faculdade de Medicina da USP. “Movimentos bruscos e paradas súbitas são prejudiciais e, conforme o estado e período da gravidez, podem causar aborto. Esse tipo de brinquedo é contraindicado na gravidez”, completa Tânia Scudeller, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifesp e pesquisadora de Fisioterapia em saúde da mulher.

    Assim como a montanha-russa, os esportes radicas também devem ser deixados de lado no período da gestação. “Deve-se evitar esporte de contato e atividades que podem causar perda de equilíbrio ou trauma para a mãe ou para o feto. Deixe seu filho nascer e mais tarde aproveite e pratique com ele, em família”, diz a professora de educação física da Universidade de Pernambuco Denise Vancea.



    Pode tomar adoçante?

    Não há estudos científicos suficientes para definir as doses adequadas

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    O uso de adoçante deve ser moderado


    Grávidas só podem tomar adoçante em casos específicos e com restrições. O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, explica que faltam estudos científicos suficientes que definam as doses adequadas ou quais são os efeitos do uso de adoçantes durante a gravidez. “Aparentemente, o uso em pequenas quantidades seria seguro, especialmente para aquelas que precisam controlar melhor o ganho de peso”, afirma.

    A geneticista Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP, também ressalta que o uso de adoçante na gestação deve ficar limitado às grávidas que precisam de maiores cuidados no controle de peso e às que são diabéticas. Mesmos nesses casos é preciso recomendação médica, pois nem todos os produtos são indicados para gestantes. “Baseado nas evidências atualmente disponíveis, deve-se dar preferência ao aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia”, afirma Debora Rodrigueiro.

    Todos estes adoçantes citados pela especialista também são considerados seguros para as gestantes pela FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta alimentos e remédios). Mesmo assim, é preciso avaliar cada caso individualmente, já que alguns dos produtos podem ser contra-indicados em situações específicas. O médico nutrólogo José Alves de Lara, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), lembra que o aspartame, por exemplo, já não pode ser consumido por pessoas que sofrem de fenilcetonúria, uma doença metabólica em que o organismo não consegue processar o aminoáciodo fenilalanina.



    Pode doar sangue?

    A gestação provoca uma condição passageira de anemia gestacional


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    Doar sangue pode prejudicar o estoque de ferro do organismo de uma grávida


    Grávidas não podem doar sangue. O Ministério da Saúde proíbe a doação de sangue de gestantes e lactantes. A ginecologista e obstetra do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina, Denise Coimbra, explica que ao doar sangue a gestante compromete seu estoque de ferro no organismo, o que pode evoluir para um quadro de anemia trazendo riscos ao feto.

    O ginecologista Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba (PUC-SP), afirma que a possibilidade da gestante sofrer um desmaio durante ou logo após a doação é grande. “Se ela desfalecer ou acabar caindo, pode haver prejuízos tanto para ela quanto para o bebê – o que por si só já justificaria não doar sangue nesta fase”, afirma.



    Pode usar adesivo de nicotina para parar de fumar?

    O adesivo contém nicotina – mesmo em menor quantidade, a substância é prejudicial aos bebês



    O uso da nicotina, mesmo em um adesivo, durante a gestação pode fazer muito mal ao bebê


    Grávidas não podem usar adesivos de nicotina. O médico pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA (Instituto Nacional do Câncer), Ricardo Henrique Meirelles, explica que o uso da nicotina durante a gestação pode retardar do desenvolvimento cerebral e inibir a maturação pulmonar do feto – e o monóxido de carbono aumenta ainda mais o risco desses danos. “Ao usar os adesivos, a mãe estaria recebendo uma concentração menor de nicotina, sem monóxido de carbono. Mas estudos científicos demonstraram que uso de adesivos de nicotina na gestação levaram a sérios efeitos adversos, especialmente parto prematuro”, afirma o pneumologista.

    O farmacêutico Rogério Hoefler, do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia, reforça a necessidade de estimular a gestante tabagista a consultar médicos e psicólogos em busca de tratamento. “O uso de remédios deve ser evitado. As situações especiais requerem avaliação médica quanto aos riscos e benefícios do uso de medicamentos”, completa.

    Segundo Ricardo Meirelles, o esforço vale a pena tanto para a saúde da mãe quanto para a saúde do filho. “O tabagismo na gravidez é responsável por aborto espontâneo, baixo peso ao nascer, parto prematuro, morte perinatal, placenta prévia (quando a placenta implanta-se no colo do útero, provocando sangramentos e comprometendo a oxigenação do bebê), descolamento de placenta, redução do calibre das vias aéreas – o que dificulta a respiração da criança – e déficit de aprendizado”, lista.



    Pode beber vinho?

    O álcool representa um risco para a saúde do feto



    Vinho: como toda bebida alcoólica, não existe dose segura


    Grávidas não podem beber vinho. Além de não trazer benefícios nutricionais ao feto, o álcool ainda pode trazer riscos à saúde dele. “A maior causa não genética de deficiência mental é a ‘síndrome alcoólica fetal’ (SAF). De 2 a 4 doses diárias de álcool são suficientes para instalar este quadro”, explica Debora Rodrigueiro, professora do departamento de Morfologia e Patologia da PUC-SP. A SAF pode provocar microcefalia - crânio de tamanho reduzido e cérebro inferior ao normal -, presença de lábio superior mais fino que o inferior e filtro nasal apagado.

    Carla Alberici Pastore, nutricionista da Universidade Federal de Pelotas (RS), orienta as futuras mamães a não consumir álcool durante a gestação. “Estudos mostram que mesmo pequenas doses ocasionais de álcool trazem impactos negativos para o bebê. Quanto maior a dose de álcool e maior a frequência de consumo, piores essas consequências”, alerta. José Alves de Lara, médico nutrólogo e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), destaca que, independentemente de estar grávida, pelo seu menor peso e por um determinante metabólico, as mulheres devem ter sempre mais cuidado com o álcool.

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