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    Jacarandá-mimoso (Jacarandá mimosaefolia)



    Nome científico: Jacarandá mimosaefolia
    Nome popular: jacarandá-mimoso
    Origem: Argentina, Peru e sul do Brasil
    Família: Bignoniáceas
    Luminosidade: sol pleno
    Porte: Pode chegar a 15 metros de altura
    Clima: em estado nativo é encontrado nas regiões de clima um pouco frio, mas adapta-se bem ao clima sub-tropical
    Copa: aberta e arredondada
    Propagação: Sementes
    Solo: fértil
    Podas: não são necessárias

    Árvore frondosa, de folhagem delicada, pertencente à Família das Bignoniáceas. De porte médio, esta espécie pode atingir até 15 metros de altura. As folhas, que medem 40 cm de comprimento, são compostas por folíolos miúdos e delicados e concentram-se nas pontas dos ramos. Durante o inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, mas no início da primavera ele se cobre de flores arroxeadas e perfumadas. A floração se prolonga até o começo do verão e recobre praticamente toda a copa. Uma curiosidade sobre esta árvore: em Pretória, uma cidade na África do Sul, as ruas são totalmente arborizadas com jacarandá-mimoso levado do Brasil.


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    ALAINJAMSA (03-04-2010)

  3. #32
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    Ipê-amarelo (Tabebuia chrysotricha)



    Nome científico: Tabebuia chrysotricha
    Nomes populares: ipê-amarelo, ipê-tabaco
    Origem: Brasil
    Família: Bignoniáceas
    Luminosidade: sol pleno
    Porte: Pode chegar a 8 metros de altura
    Clima: quente e úmido
    Copa: rala, com diâmetro um pouco maior que a metade da altura
    Propagação: Sementes
    Solo: fértil e bem drenado
    Podas: recomenda-se apenas podas de formação

    Originária do Brasil é a espécie de ipê mais utilizada em paisagismo. Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida. No início da primavera, entretanto, ela cobre-se inteiramente com sua floração amarela, dando origem ao famoso espetáculo do ipê-amarelo florido. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.


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  5. #33
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    Hemerocallis: coloridas, práticas e versáteis

    Hemerocallis barbara

    Ao olharmos esta flor, achamos logo que se trata de um lírio. Mas não é. Embora a semelhança seja grande – até inspirou os nomes populares desta planta – trata-se na verdade da hemerocallis.

    Versatilidade e variedade talvez sejam as palavras que melhor definam esta planta.Originárias da Europa e também pertencentes à família das Liliáceas, como os lírios, as hemerocallis apresentam flores de muitos tamanhos e cores, que vão desde tons próximos do branco até um tom bem escuro, quase preto, passando por todos os tons de amarelo (do pálido ao dourado mais intenso) e do mais suave rosa ao vermelho mais intenso.

    Isso sem falar nas misturas de cores encontradas numa mesma flor, que pode apresentar um padrão de cor suave e as bordas multicoloridas ou de uma só cor intensa. As formas das hemerocallis variam desde a estreita "Spider" (aranha) até tipos totalmente redondos.

    Popularmente conhecida como lírio-de-são-josé ou lirio-do-dia, a hemerocallis é uma herbácea perene e rizomatosa, que floresce praticamente o ano todo, com maior intensidade no verão. O tamanho da haste varia de 20 cm a 130 cm, sendo mais comum encontrarmos plantas de 60 cm a 90 cm. As folhas são estreitas, lisas e longas. Cada haste floral da planta é composta de muitos botões.

    Por ser uma planta que exige pouca manutenção e apresenta boa adaptação climáticas, é muito indicada na composição de jardins de condomínios, empresas, praças, parques e, é claro, em residências. As hemerocallis vão bem em bordaduras ao longo de canteiros e muros ou em grupos, formando maciços e conjuntos isolados.

    Dicas de cultivo



    Luminosidade: As hemerocallis devem ser cultivadas sob sol pleno, embora tolerem condições de sombra parcial, desde que haja muita luminosidade. Como regra geral, recomenda-se o plantio das hemerocallis num local onde elas recebam, no mínimo, 6 horas de sol direto por dia. As variedades coloridas e mais escuras serão beneficiadas por sombra parcial, nas horários mais quentes do dia; assim como a sombra da tarde poderá ser benéfica para as plantas híbridas.

    Solo: Esta planta vai bem em praticamente qualquer tipo de solo (do arenoso ao argiloso) mas, de preferência, devemos cultiva-la em solo argilo-arenoso, com bom teor de matéria orgânica e com pH de 5,5 a 6,0. Caso estas não sejam as condições existentes, algumas práticas poderão serem adotadas, como a adição de calcário dolomítico(100 a 300 gramas por metro quadrado), para corrigir o pH do solo e um pouco de areia média, nos solos argilosos, para melhorar a drenagem. Nos solos arenosos pode-se adicionar matéria orgânica (estercos curtidos e/ou restos vegetais), para melhorar a fertilidade e reter um pouco a umidade. Mas é importante destacar que as hemerocallis devem ser plantadas em solos bem drenados.

    Espaçamento: Em geral, indica-se o espaçamento de 30 a 40 cm entre as plantas, dependendo do porte da variedade. As variedades de porte ‘mini’ podem ser plantadas no espaçamento de 15 a 20cm entre as plantas.

    Como plantar



    1.

    Prepare o solo, misturando boa terra de jardim, areia e esterco bem curtido.

    2.

    Cave um buraco maior que a massa da raiz.

    3.

    Plante, de forma que a coroa da planta (local onde as raízes encontram as folhas), fique abaixo da superfície do solo. Certifique-se que a coloração mais clara na base da folhagem (ela lhe indicará a parte da planta que estava sob a terra) fique debaixo do solo.

    4.

    Compacte levemente o solo e regue abundantemente a sua nova planta.

    Cuidados principais



    Regas: Água no solo é essencial para o bom desenvolvimento da planta. Em quantidade suficiente, a água ajuda a garantir que você obtenha excelente floradas. É muito importante que as hemerocallis recebam água suficiente na primavera, quando as plantas produzem os botões florais, e no verão, durante a estação da floração.

    Adubação: Que tipo de fertilizante usar? Tendo em vista que cada jardim tem solos diferentes e com diferentes necessidades de nutrientes, sugere-se que se faça uma boa adubação orgânica e pode-se adicionar 30 gramas de adubo químico fórmula NPK 6–12–12 ou 10–10–10 por metro quadrado.

    Cobertura de solo: Coberturas de solo podem ajudar as hemerocallis, de diversas maneiras, pois diminuem o crescimento de ervas daninhas, evitam o aquecimento do solo, especialmente no verão (o que dificulta a absorção de nutrientes pelas plantas) e, após se decomporem, ajudam a melhorar o solo, com a incorporação de material orgânico e conservação da umidade.

    Podemos usar vários tipos de materiais para cobertura, como lascas de madeira, restos de palha, casca de arroz, etc.

    Onde adquirir mudas de hemerocallis:

    É possível adquirir mudas desta versátil e prática planta até pela Internet!


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    ALAINJAMSA (03-04-2010)

  7. #34
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    Helicônias - charme tropical



    Plantas tropicais e exóticas constituem uma das maiores riquezas da nossa flora. Exuberantes, coloridas, com formas inusitadas, elas são apreciadas no mercado internacional também por sua durabilidade e pela capacidade de, mesmo sozinhas, gerar composições surpreendentes. Um bom exemplo deste tipo de planta são as helicônias, cujo mercado tem se tornado cada vez mais convidativo. Vale a pena conhecer os aspectos técnicos do seu cultivo.

    As helicônias são plantas de origem neotropical, mais precisamente da região noroeste da América do Sul. Originalmente incluído na família Musaceae (a família das bananeiras), o gênero Helicônia mais tarde passou a constituir a família Heliconiaceae, como único representante. O nome do gênero foi estabelecido por Lineu, em 1771, numa referência ao Monte Helicon, situado na região da Beócia, na Grécia, local onde, segundo a mitologia, residiam Apolo e suas Musas.
    O gênero Helicônia é ainda muito pouco estudado e ainda é incerto o número de espécies existentes, ficando na faixa compreendida entre 150 a 250 espécies.
    Seis espécies ocorrem nas Ilhas do Sul do Pacífico, Samoa e Indonésia. As demais estão distribuídas na América Tropical desde o sul do México até o norte de Santa Catarina, região sul do Brasil. As helicônias, conforme a espécie, ocorrem em altitudes que variam de 0 a 2.000m, embora poucas sejam aquelas restritas às regiões mais altas. Ocorrem predominantemente nas bordas das florestas e matas ciliares e nas clareiras ocupadas por vegetação pioneira. Desenvolvem-se em locais sombreados ou a pleno sol, de úmidos a levemente secos e em solos argilo-arenosos.
    Aqui no Brasil, cerca de 40 espécies ocorrem naturalmente em nosso país e são conhecidas por vários nomes, conforme a região: bananeira-de-jardim, bananeirinha-de-jardim, bico-de-guará, falsa-ave-do-paraíso e paquevira, entre outros.
    As helicônias são utilizadas como plantas de jardim ou flores de corte. Sua aceitação como flores de corte tem sido crescente, tanto no mercado nacional como internacional. As razões que favorecem sua aceitação pelo consumidor são a beleza e exoticidade das brácteas que envolvem e protegem as flores, muito vistosas, de intenso e exuberante colorido e, na maioria das vezes, com tonalidades contrastantes; além da rusticidade; da boa resistência ao transporte e da longa durabilidade após colheita.
    Se a finalidade for o uso como flor de corte, as espécies mais indicadas para o cultivo são aquelas que apresentam inflorescências pequenas, leves, eretas, de grande durabilidade e com hastes florais de pequeno diâmetro, embora as inflorescências pendentes, apesar das dificuldades de embalagem, também apresentem um grande valor de mercado.

    Geófitas e ricas em néctar



    As helicônias são plantas herbáceas rizomatosas, que medem de 50 cm a 10 metros de altura, conforme a espécie. As folhas apresentam-se em vários tamanhos. As espécies possuem um rizoma subterrâneo que normalmente é usado na propagação. As inflorescências podem ser eretas ou pendentes, com as brácteas distribuídas no eixo num mesmo plano ou planos diferentes.
    Uma única espécie, a H. reptans Abalo e Morales apresenta a inflorescência na posição horizontal, distendendo-se junto ao solo em seu desenvolvimento.
    As flores da helicônia são apreciadas pelos beija-flores pois são ricas em néctar. O fruto, tipo baga, é de cor verde ou amarelo, quando imaturo, e azul escuro na maturação completa. Geralmente abriga uma a três sementes, com 1,5 cm de diâmetro.
    Quanto à forma de reprodução, é interessante observar que as helicônias são consideradas geófitas, ou seja, se reproduzem não somente pelas suas sementes, mas também por seus órgãos subterrâneos especializados, cuja principal função é servir como fonte de reservas, nutrientes e água para o desenvolvimento sazonal e, assim, assegurar a sobrevivência das espécies.
    O período de florescimento da planta varia de espécie para espécie e é afetado pelas condições climáticas. O pico de produção normalmente ocorre no início do verão, declina no outono e cessa no inverno, quando a temperatura média se aproxima de 10º.
    As helicônias vêm apresentando crescente comercialização no mercado internacional em função do aumento da área de produção nos países da América Central e da América do Sul, o que proporciona uma maior oferta do produto e sua maior divulgação.
    Os principais países produtores são Jamaica, Costa Rica, Estados Unidos (Havaí e Flórida), Honduras, Porto Rico, Suriname e Venezuela. Existem também cultivos comerciais na Holanda, Alemanha, Dinamarca e Itália, mas sob condições protegidas. No Brasil, vêm áreas de cultivo já são encontradas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, com expansão para os Estados do Amazonas e Ceará.
    Entre as espécies e híbridos mais comercializados como flores de corte, destacam-se: H. psittacorum, H. bihai, H. chartaceae, H. caribaea, H. wagneriana, H.stricta ,H. rostrata, H. farinosa.
    Os principais países importadores são os Estados Unidos, a Holanda, a Alemanha, a Dinamarca, a Itália, a França e o Japão.
    As inflorescências pendentes são mais valiosas no mercado, mas seu cultivo é mais difícil, a produção é menor e é alto o investimento em manuseio, embalagem e transporte.

    Propagação



    As helicônias podem ser multiplicadas tanto por meio de sementes como por divisão de rizomas. As espécies de helicônias têm sobrevivido por cenetenas de anos graças à bem-sucedida relação de troca com seus agentes polinizadores (beija-flores e morcegos) e dispersores de sementes (roedores, pássaros e esquilos). A planta fornece a eles néctar rico em carboidratos e a polpa de seus frutos e, em troca, os polinizadores transferem o pólen e os dispersores distribuem as sementes.
    Quando cultivadas fora do seu habitat natural, distantes dos polinizadores, muitas espécies podem não chegar a produzir sementes.
    As sementes devem também estar maduras e frescas e necessitam de luz para germinar. Cada fruto normalmente contém três sementes que podem estar envolvidas por um endocarpo bastante duro, o que pode dificultar a germinação. A condição ideal é semeá-las em ambiente úmido, ensolarado e quente (25 a 35oC), sendo aconselhado um tratamento com fungicidas para prevenir podridões.
    Para a maioria das espécies, a germinação das sementes de helicônias ocorre no prazo de 120 dias, mas algumas chegam a levar três anos. Um método prático para favorecer a germinação de sementes é colocá-las em sacos plásticos com vermiculita ou esfagno umedecidos, em ambiente quente e sombreado até que germinem, quando, então, devem ser plantadas.
    O método de propagação por divisão de rizomas é mais utilizado. Os rizomas são caules especializados que crescem horizontalmente, tanto acima como abaixo da superfície do solo. As helicônias apresentam um rizoma do tipo "ramificado". Normalmente, as novas brotações desenvolvem-se na base de um pseudocaule vertical. A divisão do sistema de rizomas envolve tanto o rizoma horizontal como os pseudocaules verticais.
    Para a propagação, recomenda-se uma porção de rizoma medindo no mínimo de 10 a 12,5 cm, constituída de três a cinco pseudocaules (cortados com 20 a 30 cm de comprimento), com gemas basais associadas e livres de partículas de solo.
    Depois de lavadas e retiradas as porções mortas, o rizoma deve receber outros cuidados fitossanitários, com a aplicação de inseticidas e fungicidas, visando o controle de fungos, insetos e nematóides (neste caso, o controle pode ser feito com água quente, entre 40 a 42 graus C, durante 15 a 30 minutos, dependendo do tamanho da porção).
    Um método prático para a propagação consiste na colocação do rizoma já desinfetado em sacos plásticos escuros, fechados e protegidos do sol, colocando-se papel umedecido no interior da embalagem. Mantém-se por um período de duas a três semanas, quando se inicia o desenvolvimento das raízes. Quando estas já se encontram bem expandidas, pode-se proceder o plantio.

    Cultivo



    O espaçamento para o cultivo de helicônias dependerá da espécie utilizada. Espécies que apresentam inflorescências leves e eretas devem ser plantadas num espaçamento de 30 cm entre si, com uma densidade de três plantas por metro linear. O plantio é efetuado no centro de canteiros com largura de 0,9m. Canteiros muito largos dificultam a colheita das inflorescências, além de favorecer o desenvolvimento de plantas estioladas na parte central pela dificuldade de penetração da luz. Entre os canteiros, recomenda-se distâncias entre 1,0 a 1,5m.
    Para espécies que produzem flores pesadas, eretas ou pendentes e que formam touceiras grandes, com plantas acima de 1,5m de altura, recomenda-se um espaçamento de 0,8 x 0,8 m ou mais, também em canteiros distanciados entre si por 1,0 a 1,5 m.
    O pseudocaule velho eventualmente morre, mas outros novos se desenvolvem na base da planta. A brotação e o desenvolvimento de novas raízes normalmente acontece cerca de 3 a 4 semanas após o plantio.

    Plantio

    Época ideal: período mais frio do ano
    Temperatura: 21°C noturna e 26°C diurna
    Luminosidade: entre 60 a 40% no verão para evitar altas temperaturas do solo, após as folhas cobrirem o sol, a luz pode ser gradualmente aumentada, até a insolação total, ou mantida a 70%.
    Substrato: Recomenda-se utilizar, inicialmente, vermiculita, perlita, entre outros, e depois transplantar as mudas para o local definitivo.
    Profundidade: 10 cm para o plantio de rizomas em canteiros
    pH adequado ao cultivo: entre 4,5 e 6,5

    Luz e temperatura

    As helicônias, dependendo da espécie, podem ser cultivadas desde a pleno sol até em locais sombreados. Deve-se das preferência por espécies de cultivo a pleno sol, por exigirem um menor investimento. Todas as espécies citadas acima como as mais procuradas como flores de corte são indicadas para o cultivo a pleno sol.
    Em condições de campo, em cultivos muito adensados, pode ocorrer o estiolamento das plantas, pois há dificuldade de penetração da luz no centro dos canteiros.
    A faixa de temperatura ideal para a produção de helicônias situa-se entre 21 e 35 graus C, sendo que quanto mais alta a temperatura, maior é a produção e mais rápido é o desenvolvimento.
    Temperaturas inferiores a 15oC são prejudiciais ao desenvolvimento normal das plantas. Abaixo de 10 graus C, o crescimento cessa. Recomenda-se evitar locais onde existam variações superiores a 10 graus C entre as temperaturas diurnas e noturnas. Além disso, as helicônias exigem alta umidade relativa.

    Adubação e irrigação

    A adubação influencia bastante o crescimento e a produção de flores, principalmente sob alta luminosidade. Além disso, as helicônias são plantas que preferem solo levemente ácido. Se for necessário corrigir o solo para obter o grau de acidez adequado ao cultivo (pH entre 4,5 e 6,5), recomenda-se a adição de calcário dolomítico em adição aos macro e micronutrientes, cerca de 30 dias antes do plantio.
    Já por ocasião do plantio, o ideal é fazer uma adubação orgânica, incorporando-se ao solo folhas decompostas e esterco de curral curtido (40 l/metro de canteiro). Adubações parceladas em duas a três vezes ao ano com 3 kg/m2 da fórmula NPK 18-6-12 resultam num rápido desenvolvimento e florescimento.
    A irrigação deve ser abundante, principalmente após a emissão das folhas, mantendo a umidade do solo. Em locais secos, é recomendável realizar irrigações duas a três vezes por semana, evitando-se encharcar o solo. Os métodos mais indicados são o gotejamento e a aspersão baixa. Por outro lado, a aspersão alta não deve ser empregada, pois as gotas de água podem atingir as inflorescências ou mesmo se depositar no interior da brácteas das inflorescências eretas, causando o apodrecimento das flores e favorecendo a proliferação de insetos.

    Tratos culturais, pragas e doenças
    As touceiras devem ser divididas e replantadas após dois anos de cultivo. Para evitar o adensamento das touceiras, o ideal é cortar ao nível do solo as hastes que já tenham florescido. Algumas vezes é necessário o tutoramento das plantas, usando-se suportes de fio de arame esticados ao longo dos canteiros, para evitar o tombamento pela ação do vento ou do próprio peso.
    Anualmente, deve-se fazer a cobertura dos canteiros com matéria orgânica, usando-se restos de folhas, bagaço ou outros compostos disponíveis.
    Quanto às pragas e doenças, o principal problema da cultura é a ocorrência de nematóides, que exigem para seu controle o tratamento do solo antes do plantio. É rara a ocorrência de ácaros, cochonilhas e pulgões. Entre as doenças, destacam-se as fúngicas, causadas principalmente por Phytophtora e Pythium.


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    ALAINJAMSA (03-04-2010)

  9. #35
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    Gloxínias



    Folhas e pétalas aveludadas, cores intensas e exuberantes: assim é a gloxínia, uma planta de grande valor ornamental, muito utilizada na decoração de interiores e de fácil cultivo.

    Pertencente à família das Gesneriáceas, a gloxínia (Sinningia speciosa) é uma planta exótica que exibe em suas cores e formas toda a beleza e exuberância das matas tropicais. Intensamente colorida em tons avermelhados, rosados, alaranjados e arroxeados, a gloxínia ainda pode ser encontrada em variações que alternam a cor vinho ou púrpura, por exemplo, com as bordas das pétalas esbranquiçadas. Sua origem tropical pode ser notada no tamanho e características de flores e folhas: as flores, aveludadas e graúdas, podem atingir até 10 cm de diâmetro e a folhagem, igualmente de tamanho considerável, apresenta folhas ovaladas e também aveludadas.
    Nativa do Brasil, é uma planta tuberosa, de fácil cultivo, que floresce praticamente o ano inteiro. Apesar disso, ela passa por um período de dormência, todos anos, quando parece ficar seca, sem produzir folhas ou flores. Durante esse período de descanso, recomenda-se diminuir as regas gradualmente, até que a planta seque por completo. Os tubérculos permanecerão em dormência pelo período de um a três meses, sendo que a terra deve ficar apenas levemente umedecida. Após esse tempo, pequenos brotos começam a surgir, dando sinais de que o descanso acabou e a planta está pronta para retomar o seu crescimento.
    O processo de multiplicação das gloxínas é muito fácil: por meio da divisão de tubérculos ou estaquia de folhas é possível obter novos e saudáveis exemplares.
    Para o cultivo bem-sucedido das gloxínias, recomenda-se solo poroso, podendo-se usar como base a seguinte mistura: 1 parte de terra, 2 partes de composto orgânico, 1 parte de areia grossa e 1 parte de farinha de ossos.
    A gloxínia necessita de muita luminosidade para se desenvolver bem, mas não tolera a exposição direta aos fortes raios de sol. Locais próximos a janelas, onde possa receber luz e calor pela manhã e à tarde, são ideais para esta planta. Durante as regas, recomenda-se não molhar as pétalas, que mancham facilmente, ficando sujeitas ao ataque de doenças.
    É preciso cuidado com o excesso de água: muita umidade contribui para a proliferação de fungos e insetos, que costumam se alojar nos brotos novos e na parte de baixo das folhas. No caso de ataques, recomenda-se lavar a parte afetada com água morna e sabão neutro e, depois, enxaguar. Folhas e pétalas murchas ou muito atacadas devem ser removidas.
    Como uma planta tropical, a gloxínia prefere temperaturas entre 22 a 24 graus C e nível médio de umidade. Para não errar, pode-se usar um método simples para irrigação: encha o fundo de um recipiente grande e largo com cascalhos e coloque os vasos com as gloxínias sobre esta camada; em seguida ponha água no recipiente e deixe que a terra absorva a umidade necessária.



    Gloxínia

    Nome científico: Sinningia speciosa

    Família: Gesneriáceas

    Porte: Pode atingir até 30 cm

    Floração: O ano todo, alternando períodos de dormência

    Propagação: Estacas de folhas e divisão de tubérculos

    Características: Planta perene, ideal para cultivo à meia-sombra, com muita luz e longe do sol forte. Resulta em belos efeitos mesmo plantada isoladamente.


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  11. #36
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    Gloriosa



    O formato exótico e as cores vibrantes dessa flor explicam seu nome popular: gloriosa (Gloriosa rothschildiana). Pertencente à Família das Liliáceas (a mesma dos lírios), a gloriosa é uma trepadeira originária da África, muito resistente e de crescimento rápido, podendo atingir cerca de 2 metros de altura em pouquíssimo tempo. A planta produz folhas verdes e lanceoladas (em formato de lança), com a extremidade recurvada formando uma pequena gavinha. As flores - o verdadeiro espetáculo dessa trepadeira - surgem no final da primavera e durante todo o verão, com características bem peculiares: as sépalas, em tons alaranjados e vermelhos, viram-se para trás, expondo os ovários e estames, como se a flores estivessem viradas pelo avesso.
    Fácil de ser cultivada, a gloriosa se propaga por meio da divisão dos rizomas e dá um ótimo resultado quando cresce com apoio, "escalando" uma treliça, por exemplo. A planta produz floradas sucessivas durante o verão (as flores duram cerca de uma semana) e, com a chegada da estação fria, cessa o florescimento, chegando a perder as folhas nos meses do inverno - período no qual concentra suas energias para voltar a brotar na primavera.

    Solo ideal: Arenoso. Em vasos, recomenda-se a seguinte mistura: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de areia.

    Luminosidade: Necessita de luz solar plena. Pode desenvolver-se também à meia-sombra, desde que receba pelo menos 4 horas de sol direto.

    Clima ideal: Quente e úmido.

    Usos: Pode ser usada para revestir muretas, cercas e grades. Como flor de corte, é muito usada na criação de arranjos florais.

    Outros nomes: garras-de-tigre e lírio-trepadeira


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  13. #37
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    Gypsophila (Gypsophilla paniculata, Gypsophilla elegans)



    Conhecida popularmente como "mosquitinho" ou "branquinha", esta delicada flor‚ muito utilizada como complemento para arranjos ou buquês compostos por flores maiores e mais coloridas. De fato, a gypsophila cria um bonito efeito de leveza quando misturada a rosas, cravos, flores do campo e folhagens coloridas. Entretanto, pode também surpreender, quando colocada sozinha, em grande quantidade num vaso de vidro ou numa jarra larga, compondo um arranjo vistoso e leve, especial para ambientes modernos.

    Trata-se de uma planta altamente ramificada, que atinge, aproximadamente, um metro de altura. As folhas são finas e pontiagudas, de coloração verde-acinzentada e superfície pilosa. A inflorescência, em panícula, sustenta um grande número de pequenas flores. É originária das regiões mediterrâneas e do leste da Europa e Sibéria. As variedades de coloração branca são as mais cultivadas no Brasil, principalmente porque são fáceis de serem tingidas em colorações diversas. A sua durabilidade pós-colheita varia entre 1 a 2 semanas.

    A gypsophila reproduz-se por meio de sementes, sendo ideal semeá-la nos canteiros durante o outono, para crescerem naturalmente e produzirem flores mais cedo. O solo deve ser bem drenado e a luz solar é fundamental para o seu perfeito desenvolvimento e florescimento. Por ser uma planta muito delicada, recomenda-se utilizar varetas esgalhadas para apoiar as plantas expostas ao vento.

    Dicas para sua utilização:

    Corte as hastes das gypsophilas sobre uma tábua, retire o excesso de folhas e mergulhe as hastes em água morna antes de confeccionar o arranjo. Para conservá-las por mais tempo, troque a água regularmente, evitando o odor desagradável e o apodrecimento das hastes.


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  15. #38
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    Glicínia



    No início da primavera, ela se "veste" de lindos cachos de flores: é a glicínia, uma trepadeira versátil que pode ser cultivada até como bonsai!

    Pertencente à família das Leguminosas, a glicínia ‚ uma planta trepadeira de grande valor ornamental. Por suas características, pode ser cultivada como um arbusto e até mesmo como um bonsai, dependendo das podas que forem realizadas.

    Planta vigorosa e lenhosa, a glicínia produz belos cachos de flores nas colorações branca, lilás ou rosadas. São três as espécies disponíveis: Wisteria sinensis, Wisteria floribunda ou multijuga e Wisteria macrostachya. A espécie Wisteria sinensis, nativa da China, apresenta cachos de flores com tamanho que não ultrapassa 30 cm. Já a Wisteria floribunda ou multijuga produz cachos floridos que podem atingir até 45 cm.

    A glicínia se reproduz bem e floresce mais rapidamente por meio de estacas de galho, entretanto, o plantio pode ser realizado também através de sementes, apesar da floração ser mais demorada.

    A planta necessita de sol direto para se desenvolver bem e florir bastante. Quanto ao clima, não é muito exigente, mas o ideal para o cultivo é o clima temperado. O solo para o plantio deve apresentar boa drenagem.

    Um cuidado especial: as glicínias necessitam de boas regas, principalmente nos períodos de crescimento e floração, portanto, não descuide das regas, evitando deixar o solo excessivamente seco.

    As podas, que devem ser realizadas durante os meses de abril e maio, é que vão determinar o formato da planta. De qualquer forma, a glicínia vai precisar ser tutorada para que seu crescimento seja ordenado.

    Como planta de grande valor ornamental, a glicínia pode ser cultivada isoladamente ou combinada com uma ou mais variedades, resultando em belos efeitos no revestimento de caramanchões ou enroscando-se em troncos de árvores, colunas, grades e portões. Nos jardins ou varandas, pode até ser plantada em vasos grandes ou caixas que suportem bem o crescimento das raízes.

    Sob outro aspecto, é importante destacar que a glicínia é muito apreciada pelas abelhas, sendo uma espécie muito valiosa para os apicultores.


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  17. #39
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    Girassol: a flor do sol

    (Helianthus annus)

    Seu nome científico é Helianthus annus - o que explica sua imponência e porte majestoso: a palavra Helianthus significa "flor do sol". Além de bonita, a planta é utilíssima, pois do girassol tudo é aproveitado - desde as sementes, até as flores e os ramos.
    Nos últimos anos, o girassol ganhou destaque como planta ornamental. O desenvolvimento de variedades com tamanho reduzido - os mini-girassóis (Helianthus annus nanus) - permitiu que esta planta passasse a figurar em arranjos e decorações. Seu formato exótico e o tom amarelo-alaranjado intenso acrescentam vida e dinamismo aos ambientes. No jardim, os girassóis brilham majestosamente, exibindo sua intrigante rotação, sempre voltada para o sol.
    Planta anual, pertencente à família das Compostas, o girassol é originário da América do Norte e se reproduz por meio de sementes. Trata-se de uma planta robusta e muito resistente, que produz flores na primavera e no verão, mas pode florescer o ano todo, especialmente sob temperaturas entre 18 e 30 graus C.

    Para cultivá-lo...

    O cultivo do girassol não apresenta muitos segredos, basta observar alguns detalhes:
    *
    o local deve ser bem ensolarado com, no mínimo, 4 horas de sol direto, todos os dias;
    *
    por ser uma planta anual, recomenda-se o replantio a cada ano;
    *
    o solo ideal para o plantio deve ser composto de: 1 parte de terra comum, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de areia, tudo bem incorporado;
    *
    recomenda-se regar sempre que o solo apresentar-se seco. Se a planta for cultivada em vaso, observar que a superfície do solo não deve apresentar-se totalmente seca;
    *
    adubações periódicas garantem uma planta saudável e floração abundante;
    *
    quanto às pragas e doenças, dificilmente o girassol apresenta problemas, mas recomenda-se a observação constante, pois a proximidade com outras plantas pode favorecer a transmissão. Em alguns casos pode ocorrer ataque de lagartas mas, se eliminadas logo no início do aparecimento, não causarão maiores problemas.

    Saiba mais sobre ele...

    O girassol apresenta raiz profunda, que desce perpendicularmente ao solo, chegando a medir quase de 1 metro e meio de profundidade. A planta, de porte herbáceo, atinge cerca de 3 metros de altura. As variedades miniaturas atingem no máximo 1 metro.
    As flores do girassol, reunidas em inflorescência característica, são chamadas de capítulo. O receptáculo floral que contém o capítulo pode ser côncavo, convexo ou plano, sendo mais comum a forma plana.
    No capítulo, existem as flores femininas e as hermafroditas. Sob a regência da natureza, nas flores hermafroditas, os órgãos masculinos abrem antes que os femininos, sendo que há um intervalo de 5 a 10 dias, nos quais deve ser feita a polinização. Por isso, há a necessidade da presença de insetos polinizadores, como abelhas, por exemplo, pois o índice de polinização por outros meios é muito baixo.


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  19. #40
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    Gérbera



    (Gerbera jamesonii)

    Família: Compostas
    Origem: África do Sul
    Porte: Herbácea que atinge cerca de 40 cm de altura
    Floração: Floresce o ano todo, mas o auge da floração se dá no fim do inverno e início da primavera
    Plantio: Propaga-se por meio de sementes ou divisão de touceiras
    Solo ideal: Arenoso, com boa drenagem (mistura recomendada: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de areia)
    Clima: Seco
    Luminosidade: Sol pleno.
    Regas: Suporta solo mais seco. Pode ser regada, em média, 1 ou 2 vezes por semana, de preferência apenas nos períodos secos, evitando o encharcamento do solo
    Adubação ideal: Orgânica ou NPK 4-10-8.
    Podas: Para estimular nova brotação, deve-se podar as gérberas rente ao solo, no final da floração. Podas de limpeza para retirar folhas velhas ou mortas também são recomendadas.
    Uso paisagístico: Pode ser usada em canteiros, como bordadura e até como forração, graças ao seu porte que não chega a ultrapassar 40 cm.



    Esta flor foi batizada com o nome de gérbera em homenagem ao naturalista alemão Traug Gerber, que a descobriu na província do Transval, na África do Sul. Aliás, muita gente ainda a conhece como “margarida-do-Transval".
    Parente próxima da margarida, a gérbera ficou bem conhecida no Brasil como flor de corte, usada principalmente na composição de arranjos florais. Não é para menos - a oferta de cores é tanta, que oferece um farto material para os artistas florais. Do branco ao vermelho intenso, as gérberas apresentam-se em cerca de 20 tonalidades diferentes, passando por tons amarelos e alaranjados. Os paisagistas também conhecem suas virtudes e estão aplicando a versatilidade desta planta para dar colorido aos jardins. O cultivo da gérbera não é muito complicado, mas é preciso ficar atento aos ataques de lagartas e ácaros.


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