+ Responder ao Tópico
Página 10 de 15 PrimeiroPrimeiro ... 6 7 8 9 10 11 12 13 14 ... ÚltimoÚltimo
Resultados 91 a 100 de 145
  1. #91
    Data de Ingresso
    Apr 2007
    Localização
    fora de portugal
    Posts
    284
    Pontos: 3.357, Nível: 8
    Nível completado: 64%,  Pontos requeridos para o próximo Nível: 293
    Atividade geral: 0%
    Conquistas:
    7 dias de registo31 dias de registo3 meses de registo1 ano de registoTagger de segunda classe200 Pontos de Experiência500 Pontos de Experiência
    Agradecimentos
    65
    Agradecido 5 vez(es) em 5 tópico(s)
    Reputação
    0

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    muito bom sim senhor amiga panther isto fàz sempre fàlta , obrigàdo !!

  2. #92
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular HIBISCUS

    Nome científico Hibiscus sabdariffa Lineo

    Família Malvácea
    Sinonímia popular Hibisco, azedinha, vinagreira, quiabo-azedo
    Sinonímia científica Hibiscus acetosus Noronha
    Parte usada Cálices secos, folha
    Propriedades terapêuticas Demulcente,colerética, hipotensora, diurética, colerético, laxante, antiespasmódica, adstringente, expectorante, protetor da mucosa estomacal, digestivo, fluidificante do suco biliar.
    Princípios ativos Mucilagem, antocianinas (hibiscina, cianidina, delfinina), pigmentos flavônicos, ácido tartárico, málico cítrico e hibístico, fitosteróis (sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol)
    Indicações terapêuticas Constipações e irritações de vias respiratórias,
    Informações complementares

    Conhecido popularmente como hibisco, hibiscus, cardadé, té de Jamaica (em espanhol); red sorrel ou jamaica sorrel (inglês); carcade (italiano) ou roselle (francês), é um subarbusto anual das Malváceas com cerca de 2 m de altura, bastante ramificado na base, talos arroxeados, robustos e folhas caulinares trilobadas.

    Suas flores são axilares, solitárias, apresentam um cálice carnoso em corola amarelada. É uma planta asiática que hoje existe silvestre no Egipto, México, Jamaica, Sri Lanka. Exige solo drenado.

    Usam-se os cálices secos.

    Tem mucilagem, antocianinas (hibiscina, cianidina, delfinina), pigmentos flavônicos, ácido tartárico, málico cítrico e hibístico, fitosteróis (sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol).

    A mucilagem o faz demulcente e útil em constipações e irritações de vias respiratórias. Os flavonóides lhe dão propriedade espasmolítica( intestinal), colerética, hipotensora e diurética. Há trabalho mostrando que a flavona gosipetina inibe a com versão de angiotensina I em II.

    Também abaixa a taxa de lipídeos totais no sangue. As antocianinas = efeito vasodilatador.

    O povo o usa como diurético, colerético, laxante e antiespasmódico.

    Curiosidade: na Suíça é chamada de kerkade e aromatiza vinhos. Os talos dão o que se chama cânhamo de hibiscus. Há uma variedade, a H. rosa sinensis L, ou rosa china, com corola branca, amarela ou roxo-purpúreo que também aparece no Caribe onde é usada como adstringente e expectorante.

    Colaboração: Dr. Luiz Carlos Leme Franco, médico fitoterapeuta e professor de Fitoterapia
    Outros sinônimos científicos

    * Hibiscus acetosella Welw.
    * Hibiscus cruentus Bertol.
    * Hibiscus digitatus Cav.
    * Hibiscus fraternus L.f.
    * Hibiscus gossypifolius Mill.
    * Hibiscus rosella Hort.
    * Hibiscus sanguineus Griff.

    Outros nomes populares
    Caruru-da-guiné, azeda-da-guiné, quiabo róseo, quiabo-roxo, rosélia, caruru azedo.
    Origem
    África oriental e tropical
    Conservação
    As folhas e flores (cálices) são secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano.
    Outros princípios ativos
    Folhas: proteínas, fibras, cálcio, ferro, carotenos, vitamina C

    Flores: mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico,málico e tartárico), flavonóides, derivados antociânicos.
    Dosagem indicada
    Digestivo estomacal, refrescante intestinal, diurético,protetor da mucosa(bucal,bronquial e pulmonar)
    Em uma xícara (chá) coloque 1 colher (sopa) de flores (cálices) picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) de 1 a 3 vezes ao dia. Podem ser acrescentadas algumas gotas de limão.

    Fluidificante do suco biliar, digestivo estomacal, refrescante intestinal
    Coloque 3 colheres (sopa) de folhas (cálices) picadas em meio litro de vinho branco seco. Deixe em maceração por 8 dias, agitando de vez em quando e coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições.

    Protetor da mucosa (estomacal e intestinal)Coloque 1 colher (chá) de flores (cálices) picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, abafe por 10 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia.
    Efeitos colaterais
    Não foram encontrados.
    Informações complementares
    O gênero hibiscus compreende 200 espécies de plantas anuais, perenes, arbustos e árvores que formam parte da flora tropical e subtropical.

    O Hibiscus sabdariffa, em geral, é anual e alcança em média uma altura de 2 a 3 m. As folhas inferiores são ovaladas e simples, ao passo que as superiores tomam uma forma lobulada.

    Os talos terminam em um ralo ramo de flores de um amarelo pálido, rosa arroxeado ou púrpurea. A espécie típica tem flores amarelas, existindo o cultivar "Albus" de flores brancas e outras com ramagem verde.

    Quando terminam a floração estas formam um cálice vermelho e carnoso. O cálice contém uma quantidade de pigmentos vegetais e ácidos e se usa como bebida popular e refrescante.

    O conjunto de cálice e corola formam a parte mais importante da planta, que popularmente é chamado de fruto, que é uma cápsula oval, com 5 lóbulos, revestida de pelos finos e picantes, contendo no interior várias sementes.

    Colhem-se as folhas e as flores, sendo que para consumo, deve-se extrair somente o cálice das flores.

    Usado na forma de chás dão um colorido especial e um sabor muito bom. Um específico efeito medicinal ainda não é comprovado. Mas vale lembrar que este hibisco não é o hibisco ornamental tão comum no Brasil.
    Culinária
    Para os naturalistas usa-se fazer gelatina natural. Usa-se gelatina incolor com o chá do hibisco adoçado devido ao seu lindo vermelho natural que substitui corantes químicos.

    Geléia de flores
    Em um pilão, coloque 5 colheres (sopa) de flores (cálices) frescas e amasse bem até adquirir uma consistência pastosa. Em seguida adicione 3 colheres (sopa) de açúcar cristal.

    Leve ao fogo brando e deixe em fervura, mexendo sempre com uma colher de pau para não grudar no fundo da panela. Quando adquirir o ponto de geléia, desligue o fogo e ainda quente, acondicione em vidros até a boca e tampe. Espere esfriar e armazene em geladeira. Utilize como geléia no desjejum.


  3. #93
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular HORTELÃ-DE-FOLHA-MIÚDA

    Nome científico Mentha piperita L.

    Família Labiatae
    Sinonímia popular Hortelã-do-campo, hortelã-de-cheiro
    Parte usada Folhas e sumidades floridas
    Propriedades terapêuticas Carminativa, eupéptica, estimulante, colagoga, estomáquica, antiemética, antiespasmódica e analgésica.
    Princípios ativos Piperitone, alfa-mentona, mento-furano, metilacelato, pulegona, cineol, limoneno, jasmone, principio amargo, vitamina C e D, nicotinamida (traços), terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos: cariofileno, bisabolol;
    Indicações terapêuticas Fadiga geral, atonia digestiva, gastralgia, cólicas, flatulência, vômitos durante a gravidez, intoxicação de origem gastrintestinal, afecções hepáticas, palpitações, enxaqueca, tremores, asma, bronquite crônica, sinusite, dores dentárias (bochechos)
    Informações complementares

    Espécies

    * Mentha viridis L.
    * Mentha crispa L.
    * Marsupianthes hyptoides L.

    As três "mentas": Mentha piperita L., Mentha viridis L. e Mentha crispa L. são espécies diferentes com basicamente os mesmos constituintes, mas diferem quanto ao solo, clima, etc.

    Marsupianthes é sinônimo científico de uma delas. No Brasil existe a maior plantação de Mentha crispa do mundo. Encontra-se no município de Caruaru, pertence ao Lab. Hebron para produção do giamebil para ameba e giardia, segundo informação do Prof. Dr. Lauro Xavier Filho (abril, 2004).

    Outros nomes populares
    Hortelã-cheirosa, hortelã-da-horta, hortelã-de-tempero, hortelã-do-Brasil, hortelã-pimenta-rasteira.

    Princípios ativos (continuação)
    Flavonóides: mentoside, isoroifolina, luteolina. Óleo essencial 0,7 a 3% que contém mentol (40 a 40%), ácido p-cumarínico, ferúlico, cafêico, clorogênico, rosmarínico e outros. Contém outros constituintes incluindo carotenóides, colina, betaína e minerais.

    Indicação terapêutica (continuação)
    Nevralgias faciais provocadas pelo frio.

    Contra-indicações
    É contra-indicado o uso da essência para lactentes. Pessoas que possuem cálculos biliares só devem empregar a planta com aconselhamento médico.

    Efeito colateral
    O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispnéia e asfixia. A essência irrita a mucosa ocular (conjuntiva). Em pessoas sensíveis pode provocar insônia.

    Interações
    Pode ser usada associada com sabugueiro.

    Dosagem indicada - Uso interno

    * ERVA-SECA: 2 a 4g três vezes ao dia.
    * INFUSO: 1 colher de sobremesa de folhas por xícara. Tomar 3 xícaras ao dia, após ou entre as refeições.
    * ESSÊNCIA: dose média 0,05 a 0,030g/dia (45 gotas).
    * XAROPE: 20 A 100g/dia.

    Sauna facial para nevralgias faciais provocadas pelo frio
    25g de folhas em 0,5 litro de água fervente. Expor o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com uma toalha. Superdosagem: evitar utilizar a essência em doses superiores a 0,30g/dia.


  4. #94
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular IPÊ-ROXO

    Nome científico Tabebuia avellaneade Lors et Gris

    Família Bignoneaceas
    Sinonímia popular Pau d´arco, ipê, ipê-uva, piuva
    Parte usada Entrecasca (líber) ou o lenho (cerne)
    Propriedades terapêuticas Anti-inflamatória, cicatrizante, analgésica, sedativa, tônica, anti-microbiana
    Princípios ativos Lapachol, blapachona
    Indicações terapêuticas Úlceras varicosas, hemorróidas, reumatismo, artrite, doenças da pele, eczema, gastrites, inflamação intestival, inflamação do aparelho genital feminino, cistite, bronquite, anemia, diabetes
    Informações complementares

    O ipê-roxo, pau d´arco, ipê, ipê-uva ou piuva é uma árvore de porte avantajado, muito difundida na América, e pertence à família das Bignoneaceas.

    São muitas as espécies de Ipê, num total aproximado de 250, mas as mais usadas são as do gênero Tabebuia Avellanedae e Tecoma Impetiginosa. Destas últimas selecionam-se no máximo 20 espécies que podem oferecer um teor aproximado e constante de substâncias com alto valor terapêutico, principalmente dos grupos saponínicos, flavonoídeas, cumarínicos ou quinônicos.

    A parte usada da planta é a entrecasca (líber) ou o lenho (cerne).

    O cerne contém, entre outros princípios ativos, o LAPACHOL e a BLAPACHONA, substâncias já conhecidas como auxiliares na cura de doenças neoplásicas e inibidoras de várias tumurações.

    Para de obter bons resultados com o uso do pau d´arco ou ipê-roxo, torna-se necessário portanto escolher o gênero e espécie da planta, idade provável da árvore e sua procedência.

    Uso medicinal
    O pau d´arco, pelas suas propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes, analgésicas, sedativas e tônica, e dada a sua potente ação anti-microbiana, é indicado nos casos de úlceras varicosas, feridas de qualquer origem, varizes e hemorróidas, reumatismo, artrite, doenças da pele, eczema, gastrites, inflamação intestinal, inflamação do aparelho genital feminino, cistite, bronquite e anemia.

    Favorece ainda a circulação e age também em várias formas de diabetes, especialmente a diabetes dos jovens.

    O pau darco ou ipê-roxo é a planta providencial, confirmando o que disse Von Martus em 1818: "As plantas brasileiras não curam, fazem milagres".

    Apresentação
    Cápsulas, extratos, fluído, tintura, pomada

    Dosagem indicada
    CHÁ: 1 colher da casca razurada, em 1 litro de água. Ferver. Tomar como água, ao dia. É atóxico, podendo ser usado, tomar 3 cápsulas ao dia em altas doses. Se ocasionar ligeira urticária, deve ser diminuída a dose e administrado um anti-alérgico, para voltar depois à dose anterior.

    O nosso extrato (manipulado com o cerne do pau d´arco) deve ser usado na dose mínima de 1 colher das de chá, em um copo d´água, 4 vezes ao dia, podendo ainda ser ser tomado de 3 em 3 horas ou de 2 em 2 horas ou de 1 em 1 hora.

    Nos casos de feridas ou úlceras varicosas, a pomada deve ser usada 2 vezes ao dia, administrando-se também o extrato ou tintura.


  5. #95
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular JABORANDI

    Nome científico Pilocarpus microphyllus Stapf. ex Wardleworth

    Família Rutácea
    Parte usada Folhas ou folíolos.
    Propriedades terapêuticas Sudorífero, diurético, promovedor de saliva, revitalizante capilar.
    Princípios ativos Alcalóides: pilocarpina (majoritariamente), pilocarpidina, isopilocarpidina, fisostigmina, pilosina, isopilosina, epiisopilosina. Óleos essenciais: limoneno, beta-cariofileno.
    Indicações terapêuticas Afecções bronqueais, reumatismo, glaucoma.
    Informações complementares

    Espécies

    * Pilocarpus jaborandi Hulmes
    * Pilocarpus officinalis Pohl
    * Pilocarpus pinnatifolius Lem.

    Aspectos botânicos
    Trata-se de um arbusto pequeno pertencente à família das Rutáceas, caracterizado por apresentar folhas emparedadas de 3-5 folíolos ovais lanceolados e sésiles, com sabor e cheiro de laranjas; flores pentâmeras dispostas em racimos delgados e alargados; e um fruto capsular composto por três folículos.

    Este arbusto é característico da América Central e América do Sul de onde se estendeu até a Índia. O P. jaborandi abunda na região de Pernambuco, enquanto que o P. microphyllus cresce no estado do Maranhão (Brasil) e o P. pinnatifolius no Paraguai. Atualmente também se cultiva na Índia.

    Parte utilizada
    Folhas ou folíolos. Uma vez dessecadas devem ser utilizadas rapidamente pois perdem sua atividade com o prolongado armazenamento.

    História
    Primitivamente os nativos sul-americanos mastigavam as folhas deste arbusto para aumentar a salivação, o qual chamou atenção dos primeiros conquistadores. Em 1874 um médico brasileiro chamado Coutinho inicia as investigações, logrando isolar no ano seguinte seu principal alcalóide: a pilocarpina. Pouco tempo depois, as ações sobre a pupila e as glândulas sudoríparas e salivares foram descritas por J. Weber.

    Composição química
    Alcalóides (0,50 - 1%): Derivados do imidazol: pilocarpina (majoritariamente), pilocarpidina, isopilocarpidina, fisostigmina, pilosina, isopilosina, epiisopilosina e epiisopiloturina. A pilocarpina é solúvel em soluções aquosas, alcalinas por abertura do anel lactônico que se une ao anel imidazólico, com a seguinte formação das respectivas Sales (sais). *

    Óleo essencial (0,50%): limoneno, beta-cariofileno, 2-tridecanona, sabineno, a–pineno e pequenos copos trazas *de outros terpenos.

    Ações farmacológicas
    O efeito do principal alcalóide pilocarpina é bem conhecido desde o ponto de vista farmacológico. A partir de sua administração local, difunde rapidamente desde a córnea até o humor* aquoso, exercendo uma contração do músculo ciliar, de maneira antagônica a atropina, empurrando o espolão escleral e expandindo a malha trabécular até separar. Desta maneira se abrem as vias que conduzem o fluído, aumentando o efluxo do humor * aquoso, permitindo uma diminuição da pressão intraocular (glaucoma). Também permite aumentar a irrigação sanguínea local (Holmstedt B. et al., 1979; Neal M., 1996).

    A pilocarpìna é um agonista * colinérgico, de ação predominante muscarínica mas não nicotínica. Aplicada localmente ao olho provoca constrição pupilar, espasmo da acomodação do cristalino e um aumento transitório da pressão intraocular, seguido de uma imediata queda * caída da mesma em forma mais prolongada. A miosis tem uma duração variável: entre várias horas até um dia. A fixação da acomodação do cristalino para a visão de perto desaparece ao cabo de duas horas (Goodman Gilman A. et al., 1986).

    Por outra parte, a aplicação de 10-15 mg. subcutâneos de pilocarpina provocam vasodilatação e sudoração local aumentada, das quais são bloqueadas por atropina. Também pode promover a secreção de glândulas salivais, lagrimais, bronqueais, suco gástrico (ácido clorídrico e pepsina), pancreáticas e intestinais, aumentando a eliminação de água, uréia e cloruro * sódico. Aumenta o tom* tono e as contrações estomacais.

    A presença de um átomo de carbono terciário em sua estrutura química (derivada do imidazol) lhe confere maior liposolubilidade à droga, permitindo uma fácil penetração através da córnea quando se aplica localmente, ou ingressar no cérebro quando se administra por via sistêmica (Neal M., 1996).

    Efeitos adversos
    A pilocarpina pode estimular a musculatura bronquial provocando broncoespasmo, o qual contraindicaria ser empregado em pacientes asmáticos. Também se tem observado um aumento em el tono* e motilidade * dos ureteres, vejiga*, vesícula e condutos biliares, pelo que se deverá absterse de utilizar em casos de suspeita de cálculos a esses níveis. Durante o tratamento com esta droga podem aparecer alterações da acomodação ou dor no globo ocular, que cedem em poucos dias. Por último, as doses altas podem provocar depressão do SNC e do centro respiratório.

    Efeitos tóxicos
    Em caso de sobredose com pilocarpina se produz uma exacerbação de seus efeitos parasimpáticomiméticos, similar ao produzido por intoxicação com fungos dos gêneros Inocybe e Citocybe, o qual é contrarrestado* pela administração parenteral de atropina (2 mg) seguida de medidas apropriadas para ajudar a respiração pulmonar e a circulação.

    Os sintomas de intoxicação imputáveis à muscarina começam aos 30-60 minutos e consistem em salivação excessiva, lacrimejo*, náuseas, vômitos, cefaléia, transtornos visuais, cólicas abdominais, diarréia, bradicardia, broncoespasmo, hipotensão, shock*, podendo ocorrer morte.

    Desaconselha-se o uso de mióticos como a pilocarpina em aqueles casos em que a contração do íris não esteja recomendada tal como sucede na iritis aguda ou na iridociclitis.

    Posologia e dose usual
    A pilocarpina é empregada correntemente no tratamento de glaucoma, administrando-se em forma de solução aquosa entre 0,5% e 4% como gotas oftálmicas. Quando se aplique como colírio é conveniente pressionar o saco conjuntival para evitar una excessiva absorção sistêmica. Nos tratamentos de glaucoma crônico pode alternar-se com eserina, cuidando de não se administrar juntos pela possibilidade de antagonismo.

    Também se emprega, junto a outros componentes, na formulação de loções ou xampus antiseborreicos e revitalizantes capilares. Mesmo assim, é muito útil como sialagogo em casos de xerostomía ou aptialismo, nefrite crônica, uremia elevada e para contrarrestar* o efeito parasimpaticolítico de outras medicações como a atropina.

    Usos etnomedicinais
    Formas galênicas: a infusão das folhas de jaborandi (2-4%) se emprega popularmente em afecções bronqueais e reumatismo. Se o considera um excelente diaforético visto que logo de tomada na infusão, o paciente deve deitar-se totalmente coberto para assim promover una transpiração abundante útil em caso de febre, gripe e afonia*.

    No Peru se utiliza a decocção das folhas como lactagoga e diurética.

    No Brasil se emprega como sudorífero, diurético, promovedor de saliva (sialagogo) e contra o glaucoma. O sumo das folhas é indicado como tônico capilar. A tal fim se preparam 70 gr. de folhas a macerar em 500 cc. de álcool de 60º durante um mês.

    Curiosidades
    Atualmente existe una explosão desmedida desta espécie, sobretudo no norte do Brasil, donde se encontra atualmente em perigo de extinção (Balick M. et al., 1996).


  6. #96
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular KARITÊ

    Nome científico Butyrosperum parkii Kotschy

    Família Sapotaceae
    Parte usada Manteiga dos frutos.
    Princípios ativos Ácidos oléico, esteárico e láurico (principalmente); hidrocarbonetos, esteróis, tocoferóis e proteínas.
    Indicações terapêuticas Dores reumáticas, rinite
    Informações complementares

    Nome em outros idiomas
    # Inglês: Shea tree, shea butter
    # Alemão: Schibutterbaum
    # Francês, Espanhol: Karité

    Origem
    África.

    Características
    Árvore de ciclo perene, cresce espontâneamente nas savanas do oeste africano (Mali e Burkina Faso) nos solos bem drenados e balanceados da região.

    A árvore é robusta, medindo até 20m de altura, com o tronco medindo até 1m de diâmetro. Só produz seus primeiros frutos quando alcança 25 anos de idade, e chega a sua plenitude aos 40 ou 50 anos. Seu fruto em forma de uma grande ameixa chega a medir até 6cm.

    A polpa do pericarpo é comestível enquanto fresca e contém de 1 a 3 sementes, envolvidas por uma casca fina e quebradiça. Seus dois cotiledôneos são grossos e contém cerca de 50% de uma substância gordurosa.

    Cada árvore produz entre 15 e 20kg de frutas frescas, as quais produzem de 3 a 4kg de polpa. Para produzir 1kg de manteiga de Karité, é preciso cerca de 4kg de polpa. Para fazer a manteiga de Karité, o fruto é espalhado no chão para secar por um certo período e então a pôlpa é separada da casca e esmagada a frio. A manteiga é extraída por pressão. A produção é pequena, mas esse processo mantém os princípios ativos da fruta intacto.

    A manteiga quando pronta, apresenta um aspecto de uma pasta cremosa, de cor esbranquiçada e um odor mais ou menos característico. Depois de corretamente refinada, a manteiga perde quase que completamente este odor.

    Uso medicinal
    Em uso externo, em dôres reumáticas (massagem) e congestão da mucosa nasal nas rinites (aplicação local).

    É levemente irritante quando em contato com os olhos.

    Outros usos
    No campo da Cosmiatria, a manteiga de Karité é recomendada para uso em área de pele muito sensível, sujeita à desidratação e com irritações, além de ajudar na manutenção da elasticidade da pele. É antialergênica, o que a habilita a ser usada em áreas como os tecidos das mucosas e em volta dos olhos.


  7. #97
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular LARANJA-AZEDA

    Nome científico Citrus aurantium L.

    Família Rutáceas
    Sinonímia popular Laranja-amarga, apipú
    Sinonímia científica Citrus vulgaris Risso
    Parte usada Exocarpo e o mesocarpo (capa externa) desprovida do endocarpo (capa interna).
    Propriedades terapêuticas Aperiente, antiespasmódico, carminativo, diurético, colagogo, sedante, vermífugo, tônico.
    Princípios ativos Óleo essencial, flavonóides
    Indicações terapêuticas Palpitações, diarréias, indutor do sonho, casos de angústia, quadros depressivos,
    Informações complementares

    Nomes em outros idiomas
    # Bitter orange (Inglês)
    # Orange amére (Francês)
    # Arancio amaro (Italiano)

    Descrição botânica
    Trata-se de uma árvore sempre verde, pertencente à família das Rutáceas, caracterizada por apresentar ramas e uma altura de cerca de 8 a 10 metros. Folhas ovalado-lanceoladas de até 8cm de largura, sinuosas, brilhantes e com pecíolo alado. Flores (azahares) aromáticas brancas ou rosas, encontradas na axila das folhas. O fruto é globoso, de 7,5 cm de diâmetro e de cor laranja quando está maduro.

    Origem
    A laranja amarga é originária da Ásia (Índia, sudeste da China e sul de Vietnam), sendo posteriormente introduzida e naturalizada na Europa e América. Existem exemplares silvestres e cultivados, sendo que em algumas ocasiões é utilizado como base de enxerto para a laranja doce. É encontrado na Europa e principalmente cultivado no sul da França e Espanha (Sevilla).

    História
    A laranja amarga foi empregada na época dos gregos antigos sendo cultivada na Europa a partir do século XII, três séculos antes da laranja doce, através dos navegantes portugueses precedentes das Índias Orientais. Na Tunísia, desde época imemorial, rende-se culto a essa árvore, em especial nas celebrações da “Festa da Laranja” que se realiza anualmente em Nabeul. As flores, conhecidas como "azahar" (em idioma árabe significa "perfume") são recoletadas no final de março para adornar a celebração.

    Composição Química
    Óleo essencial (1-2,5%): apresenta mirceno (1,3-5,5%), cis e trans-b-ocimenos, paracimeno (1-3%), limoneno (90%), álcool monoterpênicos (linalol, a -terpineol, nerol, geraniol, citronelol), acetatos de geranilo, nerilo, citronelilo e linalino; aldeidos (neral, citronelal, geranial, undecanal, decanal e nonanal), cumarinas e furanocumarinas voláteis (aurapteno, auraptenol, bergapteno, bergaptol, escoparona, citropteno).

    Da laranja amarga pode-se obter três tipos de essências: a partir da casca (a mais empregada), das gemas florais e as flores (essência de neroli) e das folhas, ramos e frutos (essência de petit grain). A primeira se obtém por expressão a frio, enquanto as duas últimas de obtém por destilação com vapor de água. Nesses casos o rendimento é pobre: para obter 1 litro de essência de petit grain é necessário 350 kg de matéria vegetal; e para se obter 1 kg de essência de neroli é preciso 1000 kg de flores.

    Flavonóides: neohesperidina, hesperidina e naringina (princípios amargos), lonicerina, rutina, aurantina.

    Outros: ácido hesperidínico e ácido auranciamarínico (substâncias amargas), umbeliferona e auranciamarínico (cumarinas), pectina (pericarpo dos frutos), resina amarga, ácidos cítrico, ascórbico e málico (frutos), açúcares no fruto (sacarosa, dextrosa e levulosa).

    Ações farmacológicas
    Alguns componentes do óleo essencial tais como o linalol, acetato de lindilo, nerol e geraniol apresentam um efeito antiespasmódico, sedante e ligeiramente hipnótico (Adesina S., 1982; Hong N. et al, 1984). Nesse sentido é muito utilizada a água de azahar (obtido das flores) como antiespasmódico (ForsterH.et.al., 1980; Itokawa H. et.al., 1983).

    Em animais com septicemia, a injeção de extratos de frutos não maduros (rico em sinefrina e N-metiltiramina) permitiu combater o colapso cardiorrespiratório com uma efetividade de 96% (Chen X., 1981;Zhao X., 1989).

    Os extratos aquosos e alcoólicos exibem atividade bacteriostática frente a Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Neisseria gonorrhoeae, Proteus mirabilis, Pseudomona aeruginosa, Staphylococcus aureus e Streptococcus-b-hemolítico (El Keltawi N. et al., 1980; Janssen A. et al., 1986; Ebana R., 1991).

    Outro estudo revelou a ausência de atividade inibidora significativa do óleo essencial frente a E. coli, S. aureus, Streptococcus pyogens, Streptococcus viridans, Diplococcus pneumoniae, Corynebacterium diphteriae, Salmonella spp. e Shigella spp. (Naqvi S. et al., 1991).

    Os extratos úmido e alcoólico de Citrus aurantium administrados oralmente a ratas apresentaram ação inibidora nas reações alérgicas de tipo I induzidas por soro IgE de ascaris antidinitrofenilado (Koda A. et al., 1982).

    O limoneno demonstrou ter propriedades expectorantes (Acosta de la Luz, L. 1993). A pectina melhora os processos de obstrução (obstipação intestinal) e se comporta como agente hemostático.

    A vitamina C é antiescorbútica e antioxidante. Os princípios amargos conferem ação tônica, aperiente e carminativa.

    Os flavonóides exibem uma atividade protetora capilar e ligeiramente diurética (Cáceres A. et al., 1987). A hesperidina apresenta um efeito depressor sobre o SNC e atividade miorelajante. No entanto a neohesperidina di-hidro-chalcona não apresenta efeito depressor e ao contrário, provoca um incremento sobre a atividade motora espontânea e o tono muscular (Suárez J. et al., 1996).

    Ultimamente importantes avanços estão ocorrendo na abordagem do câncer de próstata, através de um produto padronizado obtido da pectina da laranja, o qual se conhece como MCP: Modified Citrus Pectin. Esta substância exibiu atividade antimetastásica de células malignas de próstata em modelos in vitro dependente de dose (Pienta K., 1995). Nesta atividade estariam envolvidos resíduos galactosídicos de MCP, como o rhamnogalacturonano, que atrairia os linfócitos CD3+ à área de ação para que exerçam seu efeito citotóxico (Zollner J. et al., 1993; Zhu T. et al., 1994).

    Atualmente é comercializado na América do Norte com o nome de Pecta-Solâ.

    O epicarpo dessecado da laranja amarga madura ou a ponto de amadurecer se encontra registrado na 6ª Edição da Farmacopea Nacional Argentina (Amorin J., 1980).

    Efeitos adversos e/ou tóxicos
    Levar em conta que as furanocumarinas são agentes fototóxicos e potenciais mutágenos do ADN celular. A essência da laranja amarga também pode dar fenômenos de hipersensibilidade, sobretudo sob exposição solar após aplicações com loções que as contenham. O nerol, e em menor medida os terpenos citronelol, linalol e geraniol, seríam os princípios hipersensibilizantes. No caso do vitiligo, a fotosensibilidade provocada por óleos de origem cítrico (em especial o de bergamota) é considerada terapêutica (Pellecuer J., 1995).

    Usos Etnomedicinais - Formas Galênicas
    Popularmente se empregam as flores, folhas, frutos, sucos e casca como aperiente, antiespasmódico, carminativo, diurético, colagogo, sedante, vermífugo e tônico.

    O óleo de neroli em vaselina é empregado na Índia como preventivo contra as picadas de sanguessugas. A infusão de folhas e flores (5%) indicam-se como sedante, antidispéptico, orexígeno e em frições (atrito) como antipirético. Em Cuba, a decocção do fruto se emprega como antihemorrágico em lesões da mucosa digestiva. O suco se recomenda como antidiarreico, antidisentérico e antitérmico.

    Entre as formas galênicas se emprega o "enolado" (5%), sob maceração de duas semanas, a administrar 2-3 copos (80 cc.) diários. O extrato fluido (1g = 50 gotas) se administra a razão de 30-40 gotas, 3 vezes ao dia. Em aromaterapia a essência de neroli se emprega internamente em casos de palpitações, diarréias e como indutor do sonho. A essência de petit grain é empregada em casos de angústia e quadros depressivos.

    Outros usos
    A essência de neroli se usa em perfumaria como agente aromatizante. A água das flores (azahar) e a casca da laranja amarga se empregam como corretor organoléptico, em especial sobre substâncias salinas e amargo-salinas. A hesperidina se emprega como aromatizante amargo em algumas bebidas alcoólicas. Na cozinha árabe costuma-se colocar um par de gotas de azahar sobre as carnes em cozimento. Também costumam agregar ao café turco antes de tomar o primeiro gole.

    Curiosidades
    É costume de muitos lugares e inclusive restaurantes de Túnez, jogar algumas gotas de água de azahar sobre os ombros do visitante para dar as boas vindas e desejar que ele volte.

    Dentro das crenças antigas, a laranja simboliza a fecundidade semelhante à maioria dos frutos que contém muitas sementes ou galhos (ramos). Na antiga China, oferecer laranjas às jovens significa pedir a mão em casamento.


  8. #98
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular LOSNA

    Nome científico Artemisia absinthium L.

    Família Asteraceae
    Sinonímia popular Absinto, artemísia, losma, gotas-amargas
    Parte usada Folhas e flores
    Propriedades terapêuticas Carminativa, diurética, colagoga, emenagoga, abortiva, antiparasitária, vermífugo, aperiente
    Princípios ativos Tujona, flavonóides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides, vitaminas B e C, compostos azulênicos, metilcamazuleno.
    Indicações terapêuticas Queimaduras, otites, micoses de pele, ulcerações na pele (tópico), feridas, anemia.
    Informações complementares

    Outros nomes populares
    Losna-maior, erva-santa, erva-dos-vermes, erva-do-fel.

    Nome em outros idiomas

    * Absinthe (França)
    * Wermut (Alemanha)
    * Assenzio (Itália)
    * Common wormwood ou green ginger (USA)
    * Ajenjo (Espanha, Argentina)
    * Armoise, madderwort, malurt

    Classificação Botânica

    * Reino: Magnoliopsida
    * Classe: Asterales
    * Família: Asteraceae (Compositae)
    * Gênero: Artemísia
    * Espécie: absinthium

    Descrição botânica
    É uma planta herbácea, medindo de 0,40 a um pouco mais de 1 metro de altura, perene; caule piloso (curtos e sedosos), folhas pecioladas, alternas trilobadas na base da planta, com segmentos lanceolados e obtusos; nas medianas são bilobadas e as próximas das flores são de margem inteiras; possuem cor esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte inferior. As sumidades floridas estão em capítulos subglobosos, amarelos, agrupados em panículas. O epiderme é formado de células sinuosas, contém estomas nas duas faces; pêlos tectores, glândulas sésseis ou curtíssimamente pedunculadas; o mesofilo é heterogêneo.

    Características gerais
    Todas as partes da planta possuem sabor muito amargo e aroma muito forte. Crescem espontaneamente em locais pedregosos da Europa, Ásia e norte da África. No Brasil é cultivada em hortas e jardins em locais agrestes; produz melhor em climas temperados. Tem preferência por solos argilo-arenosos, mas cresce em todos os solos desde que permeáveis. A propagação é feita por divisão de touceiras com raízes, estacas de galhos ou sementes.

    Colheita: colhe-se as folhas preferencialmente antes da floração nas primeiras horas do dia. Em cultivos comerciais, corta-se toda a planta após dois anos.

    Princípios ativos
    Seu principal componente é um óleo essencial que varia de cor verde-azulada e amarelo-castanho composto principalmente de tujona e alfa e beta-tujona, representando uma porcentagem superior a 40% dependendo do período de colheita Mas foram identificados aproximadamente 60 compostos, mono e sesquiterpenos, muitos deles oxidados; estão presentes o linalol, 1,8-cineol, beta-bisabolol, alfa-curcumeno e espatulenol, nerol elemol.

    Possui lactonas sesquiterpênicas (do tipo guaianólidos) responsáveis pelo sabor amargo que são: a absintina(0,20-0,28%), artabsina, matricina e anabsintina.

    Possui outros constituintes identificados que são: flavonóides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides e vitaminas B e C. A cor azulada indica a presença de compostos azulênicos, metilcamazuleno e outros.

    O óleo essencial obtido das flores, principalmente no início da floração, contém mais tujona do que o óleo extraído das folhas.

    Atividade biológica
    A absintina tem propriedade amargo-estomáquica. Tujona: possui ação anti-helmíntica contra Ascaris lumbricoides, efeito estimulante do coração e musculatura uterina. Possui também ação antagônica para envenenamentos por narcóticos.

    Propriedades farmacológicas
    As preparações administradas por via oral produzem um aumento das secreções biliares, gástricas, devido a presença das substâncias amargas. Tem ação estimulante do apetite e favorece a digestão. O óleo essencial possui propriedades carminativas, espasmolítica, antibacteriana e fúngica. Segundo a Comissão E e ESCOP está indicada principalmente para a perda de apetite, dispepsia e distúrbios biliares, espasmos gastrointestinais e flatulência.

    Toxicologia da planta
    O óleo essencial da Artemísia (losna) puro não é recomendado para uso interno. Por conter tujona na sua composição é altamente tóxico.

    A intoxicação manifesta-se através de espasmos gastrointestinais, vômitos, retenção de urina por complicações renais severas, vertigem, tremores e convulsões. O uso prolongado do absinto (bebida alcoólica feita com a losna (A. absinthium) produz um efeito conhecido como abisintismo que se caracteriza por transtornos nervosos, gástricos e hepáticos podendo provocar perturbações da consciência e degeneração do S.N.C.

    Não deve ser usada por gestantes e crianças menores. Um trabalho publicado em 2002 na Itália confirmou os efeitos neurotóxicos da tujona, presente no absinto.

    A planta não dever ser usada continuamente e sem prescrição médica.

    Formas de utilização e dosagem
    Utilizar na forma de infusões; tinturas e extratos fluidos. Decocção para uso externo em feridas, úlceras de pele e compressas.

    Outros usos
    É muito utilizada na preparação de aperitivos amargos.

    Outros trabalhos
    Um trabalho publicado por Juteau F et al (2003) do óleo essencial da Artemísia Absinthium coletadas na França e Croácia testou a atividade antimicrobiana in vitro de Cândida albicans e Saccharomices cerevisae var. chevalieri.

    Outro trabalho feito no Canadá por Chiasson H et al (2001) está testando na A. absinthium a propriedade acaricida do seus óleos essenciais, principalmente pelo composto tujona.

    Uma outra espécie (Artemísia annua, L.) está sendo estudada por sua propriedade anti-malárica.

    História do absinto
    Planta conhecida na Antiga Grécia e pelos celtas e árabes com citações datada de 600 AC para tratamentos digestivos. O licor de absinto era muito conhecido e apreciado por poetas e artistas como Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Artur Rimbaud, Degas, Manet, Baudelaire, Picasso e outros.

    Era conhecida com o nome de "fada verde" (líquido verde-esmeralda) e ao que estudos indicam, responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. O consumo do licor de absinto está proibido na França desde 1915 e atualmente em outros países da Europa e Estados Unidos.


  9. #99
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular LOURO

    Nome científico Laurus nobilis L.

    Família Lauraceae
    Propriedades terapêuticas Analgésica, antineuvrálgica, anti-séptica, antiespasmódica, aperiente, adstringente, carminativa, colagoga, diurética, emenagoga, febrífuga, hepatoestimulante, inseticida, estimulante geral, etc.
    Princípios ativos Geraniol, linaol, terpinol (álcool), cineol, eugenol (fenol), felandreno, sabineno, canfeno, fenil-hidrazina, costunolida, laurenobiolida, catequinas, launobina, boldina, reticulina, etc.
    Indicações terapêuticas Estimula o fluxo urinário, alivia a dor reumática e dores em geral, contusões, bronquites, tira manchas e cicatrizes da pele, regulariza o fluxo menstrual, agiliza o parto, aumenta ação da insulina, diminui vertigens, tonifica o couro cabeludo.
    Informações complementares

    Descrição
    É uma árvore vigorosa européia das Lauraceae, cuja folha na perfumaria é doce e picante, similarmente à canela. Pode atingir nove metros de altura e suas folhas são compridas, lanciformes, duras e acetinadas. As flores são pequenas, amarelas desbotadas e as bagas são pretas.

    Usada pelos egípcios e romanos que o associavam à sabedoria, proteção e paz. Apolo, o deus da cura, era ligado ao pé de louro também, e a palavra latina laudis, sua derivante, significa louvar. Por isto entregavam coroa de louros aos vencedores.

    Componentes
    Geraniol, linaol, terpinol (álcool), cineol (cetona antibacteriana contra Vibrio parahaemolyticus), eugenol (fenol), felandreno, sabineno, canfeno, fenil-hidrazina, costunolida, laurenobiolida, catequinas, launobina, boldina, reticulina, neolitsina, nandergina, iodomestina, protoantocianidinas, piperidina e o terpeno pineno, que dão as seguintes propriedades: analgésica, antineuvrálgica, anti-séptica, antiespasmódica, aperiente, adstringente, carminativa, colagoga, diurética, emenagoga, febrífuga, hepatoestimulante através da indução das enzimas microssomiais (Wada et al., 1997), inseticida, estimulante geral, tônico estomacal e geral, sudorífera, facilitador do parto e até quimioterápico (Rao e Hashim, 1995).

    Uso medicinal
    Estimula o fluxo urinário e alivia a dor reumática e até as dores em geral. É usado em contusões, onde aumenta a circulação sangüínea e em bronquites; tira manchas e cicatrizes da pele. Regulariza o fluxo menstrual, é tônico do sistema reprodutor e agiliza o parto. Extrato de folhas de louro aumenta em até 3 vezes a ação da insulina.

    Pode ajudar a diminuir as vertigens, por abrandar infecções otológicas. Tem fama de tonificar o couro cabeludo e o cabelo, estimulando o crescimento deste e eliminando caspa.

    O óleo essencial é produzido em escala comercial no Marrocos e Espanha e pode irritar mucosas, além de ter um leve efeito narcótico.

    Existe o louro-preto, Nectandra rígida Nees/ Laurus rígida Will./ N. oppositifolia Nees (e outros nomes) uma espécie de canela, cuja casca é muito usada como anti-reumático e o fruto é consumido por vários pássaros.

    Outro Laurus é o camphora L, o cinamomo ou cânfora comum.

    Outros usos
    A aromaterapia usa para excitar as emoções(?). Consumido na culinária


  10. #100
    Data de Ingresso
    Nov 2007
    Localização
    G6
    Posts
    3.007
    Agradecimentos
    359
    Agradecido 279 vez(es) em 252 tópico(s)
    Reputação
    459

    Re: Plantas medicinais, aromáticas e condimentares

    Nome popular MACAÉ

    Nome científico Leonurus sibiricus L.

    Parte usada Folha, flor
    Propriedades terapêuticas Estomáquica, febrífuga, anti-reumática, eupépica
    Indicações terapêuticas Vômito, gastrinterite, bronquite, coqueluche
    Informações complementares

    MACAÉ (Leonurus sibiricus)

    Indicações:
    Estomáquico, febrífugo, anti-reumático, eupépico, contra vômitos e gastrinterite. As flores são usadas para bronquite e coqueluche.

    Infusão - 20 g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água, tomar 3 vezes ao dia.
    Uso externo - friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático).
    Xarope - colocar um punhado das folhas e flores picadas em 1 xíc. de cafezinho de água fervente, abafar, coar, adicionar 2 xíc. (café) de açúcar, homogeneizar. Para adultos fornecer uma colher (sopa), 3 vezes por dia, crianças devem tomar uma colher de chá 3 vezes ao dia.
    Tintura - misturar duas xíc. (café) de álcool de cereais e 1 xíc. (café) de água com um punhado da erva picada, deixar em maceração por 7 dias, agitar sempre, coar, armazenar em vidro escuro. Tomar 1 colher (chá) diluída em água. Pode ser aplicada em articulações inflamadas.

    Outros usos: insetífugo


Tags para este Tópico

Marcadores

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens